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Desporto

Especial Famalicense Atlético Clube

5 min. 17.05.2018

A elite do voleibol masculino nacional contará, a partir da próxima temporada, com a presença do Famalicense Atlético Clube. Foi pela mão do técnico Rui Moreira que o clube liderado por Sofia Ruivo garantiu uma inédita subida ao patamar mais elevado da modalidade. O JORNAL OPINIÃO PÚBLICA deu voz a estes dois protagonistas, que explicaram os segredos para a caminhada de sucesso dos famalicenses.

Presidente_Sofia Ruivo

Sofia Ruivo, presidente do FAC

“A subida foi um objetivo a que nos propusemos desde o início da temporada”

O Famalicense Atlético Clube (FAC) vai conviver, pela primeira vez na sua história, com os grandes do voleibol português na próxima temporada. O Pavilhão Municipal de Famalicão vai receber jogos de alto nível na época 2018/2019 e na génese deste feito esteve um percurso notável dos famalicenses na fase de apuramento de campeão da 2ª Divisão Nacional. As vitórias nos 10 jogos disputados nesta fase refletiram uma incontestável superioridade do FAC e levaram os responsáveis a sair com um sentimento de dever cumprido.

“Estou muito orgulhosa pela concretização da subida, pois este foi um objetivo a que nos propusemos desde o início da temporada”, assinalou Sofia Ruivo.

O cartão de cidadão de grande parte dos atletas confirmou a juventude que reinou no plantel. Se este até poderia ser visto como um fator inibidor para a obtenção de uma meta tão ambiciosa, o grupo foi, porém, capaz de contrariar algum ceticismo.

“Toda a gente trabalhou de forma muito forte ao longo da temporada. A equipa técnica e os jogadores foram incansáveis, tendo a direção disponibilizado todo o apoio possível para facilitar o trabalho”, salientou a presidente. 

Depois de uma temporada em que o FAC apresentou, indiscutivelmente, uma qualidade superlativa relativamente aos adversários, o nível de dificuldade vai subir no próximo ano. A direção do clube famalicense tem consciência de que pela frente estarão os melhores voleibolistas a atuar em solo nacional e, nessa perspetiva, manter Rui Moreira no comando técnico é uma forma de o clube atalhar caminho e não sofrer com o facto de ingressar num campeonato com um nível mais alto de exigência.

Rui Moreira

Rui Moreira, treinador do FAC

 “A subida vai ser boa para o clube, para o concelho e para a região”

A época terminou em festa para a equipa sénior masculina de voleibol do Famalicense Atlético Clube (FAC). Uma fase de apuramento de campeão irrepreensível (vitórias nos 10 jogos disputados) catapultou o conjunto de Rui Moreira para uma inédita promoção ao escalão máximo da modalidade em Portugal.

“Tenho de dar os parabéns à direção, aos jogadores e ao meu adjunto pela dedicação e capacidade de sacrifício evidenciados ao longo da temporada”, começou por dizer o treinador, que relevou o facto de “todos terem abdicado de muita coisa para proporcionar este título ao clube”.

Numa época em que nem as duas derrotas (uma na 1ª fase e outra na Taça de Portugal) mancharam o percurso vitorioso do FAC, o treinador até encontra aspetos positivos nesses desaires. “As derrotas fizeram-nos bem e ajudaram-nos a tornar os restantes jogos bem mais acessíveis”, ressalvou.

O feito ganha ainda maior dimensão pelo facto de o plantel ser carregado de juventude. “A equipa é muito nova, inclusivamente com atletas que ainda são juvenis e juniores. Arrisco mesmo dizer que mais de um terço da equipa ainda não tem idade sénior”, fez questão de salientar um treinador que guarda apenas palavras elogiosas para o clube.

“Tem condições excecionais e esta subida vai ser boa quer para o clube quer para o próprio concelho e região, pois vai trazer ainda maior reconhecimento”, vincou.

Ainda sem certezas quanto ao futuro, Rui Moreira deixa apenas um aviso: “não faz sentido que o clube seja o saco de boxe dos adversários na 1ª Divisão, mas tudo dependerá dos objetivos traçados para a próxima época”.

A avaliar pelas palavras do técnico, depois de uma época em que o FAC bateu os adversários sem apelo nem agravo, a pretensão passa por fazer com que o clube não prove do próprio veneno.

Foto cedida por Paulo Faria

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