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Desporto

Incidentes de Alcochete ditam final da carreira de Mário Monteiro

1 min. 23.05.2018

O famalicense Mário Monteiro vai colocar ponto final na carreira no futebol profissional, que se estendeu durante 25 anos. Na origem desta decisão do preparador físico estão os episódios ocorridos na Academia do Sporting, em Alcochete, na passada semana, que terminaram com agressões a jogadores, treinadores e fisioterapeutas da equipa principal do Sporting Clube de Portugal.

“O que se passou foi absolutamente traumatizante”, afirmou o técnico, de 54 anos, em entrevista ao Jornal de Notícias, descrevendo as marcas profundas que os bárbaros acontecimentos que lhe provocaram.

“Fui atacado nos pulsos e no tronco com uma tocha a arder a 240 graus centígrados”, confessa o treinador, que não esconde sentir algum receio pela possibilidade de voltar a ser atacado.

“Há 15 indivíduos que não estão identificados, que estão soltos, e podem ser um perigo para a equipa técnica e para o plantel”, referiu.

Os incidentes ainda não foram esquecidos por Mário Monteiro e o adeus ao futebol tornou-se inevitável. “Tenho muita dificuldade em adormecer e, no meio dos pesadelos, acordo como se estivesse na guerra do Iraque. Vou voltar à escola onde estou colocado como professor de Educação Física, em Famalicão”, adiantou ao JN.

Numa carreira de longos anos no futebol, Mário Monteiro passou as últimas 13 temporadas ao lado de Jorge Jesus, exercendo as funções de preparador físico. Um percurso que, para já, será interrompido devido a um dos mais graves episódios da história do futebol português.

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