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Polícia Judiciária fez buscas na Câmara de Famalicão

2 min. 27.06.2018

A Câmara de Famalicão foi uma das autarquias que foram alvos de buscas, esta quarta-feira de manhã, por parte da Polícia Judiciária e do Ministério Público, no âmbito da "Operação Tutti Frutti" - como foi intitulada a investigação de uma rede constituída, maioritariamente, por militantes do PSD, que visava a adjudicação de contratos públicos a militantes deste partido.

Segundo avança o Jornal de Notícias, no caso de Famalicão, os investigadores procuraram documentos relacionados, nomeadamente com contratos celebrados com a Ambigold, de que é sócio-gerente Carlos Eduardo Reis, antigo líder da JSD/Braga e atual membro do Conselho Nacional do PSD. 

Relativamente a estas buscas e num esclarecimento à comunicação social, a Câmara Municipal de Famalicão confirma que durante a manhã desta quarta-feira, 27 de junho, foi alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária, explicando que "os factos em causa estão em segredo de justiça, são externos à Câmara Municipal e reportam-se  a  uma empresa cuja relação com o município resulta de um concurso público internacional". 

A Câmara Municipal esclarece ainda que não é "a autarquia que está a ser objeto de investigação, mas entidades externas que tinham ou têm uma relação comercial com o município".

A Operação Tutti Frutti, desencadeada esta quarta-feira de manhã incluiu, a nível nacional, cerca de 70 buscas, não só em câmaras e juntas de freguesia, como também em instalações do PSD e do PS, em empresas, escritórios de advogados e domicílios particulares. No total, as buscas da PJ apanharam, pelo menos, 20 autarquias.
De acordo com o JN, os factos sob investigação remetem para crimes corrupção, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento partidário proibido, informou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, no seu portal, ao final da manhã.
A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa informou que as buscas exigiram a mobilização de três juízes de instrução criminal, doze magistrados do Ministério Público, peritos informáticos e financeiros e inspetores da Polícia Judiciária, em número que ascende a cerca de 200 pessoas.

 

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