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“Um dos maiores sonhos é requalificar a sede da Junta”

13 min. 03.07.2018

Requalificar a sede da Junta de Freguesia de Ribeirão, a edificação de um Parque de Lazer e a melhoria significativa de melhores condições na Zona Industrial de Sam são os três grandes projetos que o autarca Adelino Oliveira tem na sua agenda para este mandato. Em entrevista ao OPINIÃO ESPECIAL, o presidente da Junta garante que tudo fará para que Ribeirão tenha o que merece como vila que é há 32 anos. 

Sofia Abreu Silva

OPINIÃO PÚBLICA: Em outubro do ano passado, foi reeleito. Como viu essa reeleição?

Sou Presidente da Junta há 8 anos, mas já tinha 12 anos como tesoureiro. Sou feliz porque faço o que quero, já que gosto do trabalho da Junta de Freguesia, do contacto com as pessoas, dos desafios que temos para superar situações, que nem sempre são fáceis. Quando me candidatei foi com a mesma paixão, entusiamo e vontade de servir Ribeirão e os ribeirenses. Mas fi-lo porque senti o apelo das pessoas, que me perguntavam se eu me iria recandidatar, algo que foi, para mim, um orgulho muito grande. Os ribeirenses elegeram-me e confiaram-me a mesma votação dos anteriores atos eleitorais, aproximadamente 80%. É sinal que eu não desiludi os ribeirenses. É evidente que sinto que não fiz tudo, porque sou uma pessoa que nunca estou conformada e que tenho muitos projetos para Ribeirão.

Este é o seu último mandato e o tempo urge…

Este é o meu último mandato e sei bem que o tempo passa muito rápido, mas vou lutar até ao último dia como se fosse novamente candidato para que Ribeirão continue a ter qualidade de vida, como os ribeirenses merecem. Neste momento, estamos a terminar a Avenida Rio Veirão, que é uma grande obra e que está dar uma imagem diferente ao centro da vila, sendo, por isso, um sonho concretizado. Conseguimos o que pretendíamos, que era dar uma centralidade a Ribeirão. Muitas pessoas estavam um bocadinho céticas, porque sabemos que as obras dão sempre alguns incómodos, mas são agora muitas as pessoas, de e fora de Ribeirão, que elogiam esta empreitada.

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Com esta obra terminada, há com certeza outras na forja?

Sim, um dos maiores sonhos é requalificar a sede da Junta. Quando foi inaugurada em 1985 era, talvez, a melhor do concelho. Contudo, já se passaram muitos anos e hoje os serviços prestados aos cidadãos são completamente diferentes. Ribeirão é uma vila com uma dinâmica que muita gente desconhece e, por isso, é que a Junta deve ser requalificada para termos uma secretaria mais funcional e confortável, em que os nossos colaboradores possam prestar os seus serviços com mais qualidade.

Precisávamos de ter espaços de apoio para técnicos da Câmara Municipal que recebem aqui os ribeirenses, bem como para instituições que queiram reunir-se aqui para, por exemplo, apresentarem os projetos, mas que não têm condições nas suas respetivas sedes.

Além disso, é nossa intenção que o renovado espaço da Junta tenha um auditório para acolher 250 pessoas sentadas. Gostávamos, no fundo, de ter uma casa para que quando os cidadãos nos pedissem um espaço, nós o possuíssemos.

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E já começou a trabalhar para que esse sonho possa ser uma realidade?

Estou a tentar sensibilizar a Câmara para essa questão. É um sonho que eu tenho para este mandato, mesmo que seja realizado no último dia. O que me interessa é que as obras se façam e que Ribeirão fique dotado daquilo que precisa e merece.

E na rede viária, como está a freguesia?

Há várias ruas em que temos de intervir. Temos uma vantagem enorme, mas que nos causa alguns problemas. Ou seja, temos muita indústria e trânsito muito pesado nas nossas estradas e isso implica um enorme desgaste. Uma das ruas que queremos requalificar é a de S. Mamede, uma via estruturante, que dá acesso à Zona Industrial de Sam, onde passam centenas e centenas de carros, porque ali trabalham mais de mil funcionárias nas dezenas de empresas existentes.

Também é urgente requalificar a Avenida da Indústria, a principal via para a Zona Industrial de Sam, que não tem as mínimas condições para satisfazer as necessidades dos empresários e dos cidadãos. Esta obra na Avenida da Indústria vai demorar um ou dois anos, mas espero que se concretize neste mandato. Estamos numa fase de elaboração de projetos, em conversações com os moradores, porque vai ser necessário, em alguns locais, haver cedências para a colocação de passeios.

O escoamento do trânsito para a EN14 é também muito complicado…

É péssimo e só os nossos empresários é que sabem os sacrifícios que fazem diariamente e eu agradeço-lhes por serem tão persistentes e continuarem na Zona de Sam à espera que nós lhe possamos dar melhores condições. Hoje em dia, todos os minutos e segundos são importantes e nós vemos pessoas todos os dias em filas para chegarem à EN14 e seguirem pela autoestrada. É uma situação muito frustrante, porque a melhor oportunidade que nós podemos dar às pessoas é dar-lhes condições para elas trabalharem e lutarem pela vida. O melhor que uma Junta de Freguesia e uma Câmara Municipal podem fazer é criar condições às empresas para que elas se instalem e criem postos de trabalho, para que as pessoas tenham uma vida familiar organizada e com perspetivas de futuro. Portanto, a requalificação da Avenida da Indústria é uma necessidade urgentíssima.

Mas esta situação de tráfego só se resolve com a alternativa à Estrada Nacional 14?

Exatamente. A alternativa à Nacional 14 não pode ser aquilo que está apenas anunciado, com obras até à nova rotunda. Nós temos, obrigatoriamente, de ter a travessia sobre o Rio Ave em direção à Maia, porque se nós não tivermos essa via, vamos ter sempre o mesmo estrangulamento na ponte em direção à Trofa. Estas obras que estão a ocorrer são um primeiro passo para resolver muitos problemas, mas ainda ficarão alguns para solucionar.

A EN 14 está estrangulada, porque todas as pessoas que vivem em Ribeirão, Lousado e em Famalicão para passarem para a Trofa têm de passar por ali. Por vezes, para ir de Famalicão à Trofa demora-se duas horas. Porém, ouvi há dias, com agrado, o Governo a dizer que seria lançado, em 2019, uma segunda fase que corresponde ao lançamento da travessia sobre o Ave. Sabemos o que isto pode valer, até porque no próximo ano vamos ter eleições, mas gostava muito de ver esta alternativa concretizada.

Na área do lazer, há também ideias na forja?

Temos a ambição de construirmos uma zona ribeirinha, que se inicie junto ao cemitério e que se estenda até à ponte do Beleco, para construir um Parque de Lazer perto da sede da Junta. Temos na freguesia pequenos espaços verdes, mas queremos ter um equipamento diferente, com capacidade para acolher várias pessoas e diversas atividades culturais e desportivas.

A nossa intenção é, junto a esse parque, construir uma ponte pedonal para a outra margem do rio Veirão. Assim, as pessoas poderão ter uma via pedonal mais segura até ao centro da vila. Portanto, a nossa pretensão é termos um circuito interessante para que as pessoas possam fazer as suas caminhadas junto ao rio. Algo que é sempre agradável.

E este projeto em que fase está?

Já conversei com o Presidente da Câmara, Paulo Cunha, e com o Vereador das Freguesias, Mário Passos, e estamos a preparar o projeto para, posteriormente, arrancarmos com esta obra. Tenho fé e gostava imenso que esta obra ficasse concluída até ao final do mandato.

De que forma as suas pretensões têm sido recebidas pela Câmara de Famalicão?

A vontade da Câmara era fazer tudo que os presidentes de Junta pedem, mas sei o que é gerir e para se fazer algumas coisas não se poderá fazer outras. O Presidente da Câmara é uma pessoa dinâmica e com muita boa vontade, mas o dinheiro não dá para tudo e nós temos de ter bom senso. Ribeirão precisa de ter determinadas condições para dar respostas ao estatuto que criou de vila. Temos um Presidente de Câmara disponível para falarmos sobre projetos, mas eu preocupo-me com Ribeirão e estou sempre a pedir mais um bocadinho.

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A vila tem cativado muitos serviços, empresas e pessoas?

Temos uma felicidade enorme, porque temos aqui serviços que outras freguesias vizinhas não têm, que resultam justamente da dinâmica de Ribeirão e do seu crescimento. Hoje, são muitas as pessoas que são de outros locais e que escolhem Ribeirão para viver, por inúmeras razões. Em Ribeirão, temos a Unidade de Saúde Familiar que funciona muito bem e que tem recebido muitas pessoas das freguesias vizinhas. Este equipamento de saúde está a ser alvo de obras de ampliação para ter uma melhor capacidade de resposta. Temos as nossas piscinas que são as melhores ao nível do concelho, até porque são as mais recentes. Possuímos o nosso centro escolar e a EB 2,3 de Ribeirão.

A nossa freguesia é um desafio, porque temos a ruralidade, mas ao mesmo tempo uma reivindicação urbana. Hoje em dia, as pessoas são mais exigentes e eu gosto disso, porque faz-nos trabalhar mais para nunca estagnarmos. Por outro lado, as pessoas de Ribeirão são também dinâmicas e colaboram muito, porque nos dão o seu contributo e opinião quando, por exemplo, estamos a fazer uma obra. Eu aprecio essa envolvência e há pormenores de intervenções que já foram alterados, justamente tendo em conta algumas ideias das pessoas.

Neste 32.º aniversário de elevação a vida, o programa contempla muitas atividades. Que mensagem gostava de deixar ficar aos ribeirenses?

Para nós é um privilégio celebrar estes 32 anos de uma etapa, com um desenvolvimento que está à vista de todos, pese embora nós queremos sempre mais. Vamos celebrar esta data com um conjunto de atividades muito interessante e com a participação de muitos ribeirenses. Este ano, vamos ter só instituições e cidadãos de Ribeirão a brilhar. Convido, por isso, todos os ribeirenses a marcarem presença nos diferentes momentos que foram delineados com muito gosto.

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