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Lâmpadas LED brancas "perturbam o sono”

2 min. 01.09.2018

As lâmpadas LED de cor branca, apresentadas como o último grito na área da iluminação, podem ter efeitos perversos na saúde das pessoas e animais.

O alerta é do astrofísico Raul Cerveira Lima, especialista em poluição luminosa e professor na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico do Porto.

Em declarações à Agência Lusa, o especialista afirma que o uso excessivo de LED de cor branca está a aumentar a poluição luminosa, assente sobretudo na iluminação excessiva porquanto a luz branca espalha-se muito mais.

Anunciada como mais eficiente em termos energéticos que outras soluções, o que levou ao aumento do seu consumo, as lâmpadas LED brancas “estão a entrar em massa nas nossas casas e no exterior”, refere o astrofísico, explicando que a paisagem noturna está a ser transformada "sem qualquer ponderação sobre os seus efeitos" na saúde humana, nos ecossistemas e no ambiente.

A perturbação do sono é um deles. Raul Cerveira Lima explica que a luz LED branca tem na sua composição um comprimento de onda azul muito pronunciado que agrava a redução da produção de melatonina, a hormona do sono que é desencadeada à medida que escurece o dia. 

De resto, a privação do sono aumenta o risco de depressão, obesidade, diabetes e potencia o cancro da mama e da próstata.

O investigador diz que Portugal é dos países da Europa com mais poluição luminosa e defende a diminuição da iluminação pública, com a implementação de regulamentação que defina os limites legais.

Raul Cerveira Lima aponta que a iluminação pública em Portugal apresenta valores três a quatro vezes superiores a outros países da Europa, por isso apela ao bom senso das entidades na utilização da luz, frisando que a transformação da paisagem noturna a que se está a assistir vai ter efeitos com consequências imprevisíveis por várias décadas.

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