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Pedome: alunos têm aulas na cantina

3 min. 25.09.2018

Na EBI de Pedome há alunos que têm aulas na cantina e na biblioteca. Além disso, faltam 30 auxiliares de educação nas escolas para os alunos com necessidades educativas especiais no concelho. As afirmações são do presidente da Câmara, Paulo Cunha, na Assembleia Municipal, na passada sexta-feira.

Luís Moniz, deputado do PS, questionou o presidente da Câmara sobre a não cedência, por parte do município famalicense, dos manuais escolares aos alunos que estão a estudar fora do concelho.

Na resposta, Paulo Cunha apontou o dedo às políticas do Governo para a educação, que, no seu entender, prejudicam Famalicão. “O que é que tem a dizer do facto de em Pedome haver crianças que estão a frequentar as aulas na biblioteca e outras na cantina…. Não sei o que tem a dizer sobre isso, mas eu penso muito mal”, começou por dizer. Refira-se que Agrupamento de Escola de Pedome tem este ano a  funcionar 31 turmas, embora a tipologia seja de T20.

Relativamente à questão dos manuais escolares, o presidente da Câmara lamentou que essas crianças não tenham o apoio, apontando o dedo ao Governo. “E sabe por que não têm? Porque em Famalicão não têm escolas, é tremendo. As crianças não vão para Vila das Aves e Santo Tirso porque querem, mas porque não têm escolas em Famalicão”, atirou Paulo Cunha.

Recorde-se que o Ministério da Educação não celebrou qualquer contrato de associação com a Didáxis e o Externato Delfim Ferreira, na vila de Riba d’Ave, o que obrigou os alunos a irem estudar para Pedome, Joane e até mesmo escolas fora do concelho (400 alunos no total).  

Ainda em semana de regresso às aulas, Rui Faria, do PS, questionou Paulo Cunha sobre a inclusão. “Estão todos os alunos com necessidades educativa seguros nas suas escolas ou faltam ainda assistentes operacionais que possam zelar pela segurança das crianças?”

Na resposta, Paulo Cunha informou que faltam 30 assistentes nas escolas para dar apoio a estas crianças, mas lembrou que essa competência pertence ao Governo e não à Câmara Municipal. “Lamento que isto esteja a acontecer em Famalicão”, disse o edil. “É caricato, para não dizer vergonhoso, que as crianças que mais precisam são as que têm menos apoios”, acrescentou.  

 

                             

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