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Fé e espírito de união juntam 150 mil motards em Fátima

2 min. 01.10.2018

Uns movidos pela fé, outros apenas pelo espírito de união, cerca de 150 mil motards, oriundos de vários pontos do país, nomeadamente de Famalicão, concentraram-se ontem no Santuário de Fátima para participar na 13ª edição da Bênção dos Capacetes.

O ponto alto do encontro viveu-se quando o vice-reitor do templo mariano, padre Vítor Coutinho, convidou os presentes a erguerem os seus capacetes para receberem proteção espiritual.

"É uma peregrinação que começa a ser um ícone para quem anda de moto", confessou ao JN Cristina Rosado, 52 anos, uma das participantes na celebração. Residente em Lisboa, deslocou-se à Cova da Iria integrada num grupo de mais de 70 motociclistas do Clube Deauville Portugal. "Já ando de moto desde os 20 anos e criamos laços muito importantes entre todos, por isso estamos aqui em comunhão e com sentido de partilha", adiantou.

Este sentido de fraternidade foi destacado pelo padre Vitor Coutinho, como um exemplo que deve ser seguido por todos os que viajam e andam na estrada: "Que as vossas viagens vos ajudem a ir mais longe em espiritualidade e que possam contagiar outros viajantes com o vosso espírito de união e entreajuda".

Para Carlos Pereira, um dos responsáveis pela organização, a Bênção dos Capacetes já é o encontro que junta mais motociclistas em Portugal. "Nasceu com uma brincadeira de amigos, no primeiro ano tivemos mil motards e a partir daí foi sempre a crescer. É um espaço de encontro e, para os que têm fé, um momento muito importante para pedir proteção para o dia a dia", adiantou.

Carlos Pereira considera que a imagem preconceituosa dos "feios, porcos e maus" - muitas vezes atribuída aos motociclistas - não corresponde à realidade do mundo motard em Portugal. "Já não existe esse preconceito, pelo contrário, mais de 90 por cento dos clubes motards promovem ações de solidariedade, como é o caso desta peregrinação que vai destinar 25 por cento da receita para ajudar um menino de seis anos, com disfunção óssea", sublinhou.

"Andar de moto é uma forma de estar na vida. Eu ando há 40 anos e não preciso de ansiolíticos", gracejou Rodrigo Costa, 65 anos, reformado, residente no Porto.

 

Fonte: JN

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