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UM: está a nascer um robô personal trainer de idosos

2 min. 20.10.2018

Investigadores portugueses e espanhóis acabam de desenvolver um personal trainer robotizado para idosos, que define planos de exercícios personalizados, acompanha-os na sua concretização e alerta para eventuais problemas de saúde. Este novo “amigo interativo”, chamado “Pharos”, pretende promover o envelhecimento ativo da população e combater a solidão. O projeto envolve as universidades do Minho, Politécnica de Valência e de Alicante.

“Pharos” quer tornar-se um assistente virtual, amigável e de fácil utilização, ajudando os seniores a manterem uma vida mais saudável. Apesar de o modelo humanoide ter sido fabricado no Japão, é graças ao sistema criado por Ângelo Costa e Paulo Novais, do Synthetic Intelligence Lab do Centro Algoritmi da UMinho, que este personal trainer consegue avaliar o estado físico dos idosos para depois recomendar as atividades mais adequadas. Um dos módulos do software concebido na UMinho integra um mecanismo de apoio à decisão, baseado no estado de saúde e no perfil do utilizador, que permite ao robô construir um plano de exercícios personalizado e ajustável consoante as necessidades.

 

O estado de saúde dos idosos é avaliado recorrendo a dois processos. É verificado numa primeira fase se a capacidade de movimento se situa dentro dos limites de modelos genéricos, de acordo com a idade, sendo depois avaliado no histórico de cada utilizador se há manifestamente uma degradação linear das capacidades físicas. “Um baixo rendimento nos exercícios pode revelar problemas subjacentes que seriam impossíveis de detetar de outra forma. Esta técnica de inteligência artificial é inovadora porque utiliza apenas as câmaras presentes no robô para a deteção dos movimentos”, explica o investigador Ângelo Costa.

 A população europeia com mais de 60 anos é de 13%, prevendo-se que esta ultrapasse os 25% em 2050, revelam dados da ONU. “Os serviços de apoio a estas pessoas, como cuidadores e residências, não vão conseguir acompanhar esta subida, fazendo com que cada vez mais idosos fiquem desemparados em casa”, alerta o professor Paulo Novais.

 

 

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