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Falhas nas farmácias deixam 45 milhões de medicamentos por aviar

2 min. 23.10.2018

Nos primeiros nove meses deste ano, faltaram 45,1 milhões de embalagens de fármacos nas farmácias do país, muitos dos quais receitados pelo médico e alguns considerados essenciais pela Organização Mundial da Saúde. As falhas de medicamentos nas farmácias dispararam 28% face ao mesmo período de 2017 e, a manter-se o ritmo, vão ultrapassar em muito os números dos anos anteriores.

Segundo adianta o Jornal de Notícias, as farmácias têm cada vez mais dificuldades em responder no momento às necessidades dos doentes, que acabam por ter de fazer várias deslocações para aviar as receitas. Tudo isto provocado pela falta de liquidez e porque o abastecimento do mercado é irregular, com o interior do país, onde há mais idosos e as farmácias distam mais quilómetros, a ser a zona mais afetada.

Afeta todo tipo de fármacos

Só em setembro, foram reportadas cerca de 6,3 milhões de embalagens em falta (mais 42% do que em setembro de 2017) por 1.949 farmácias (67% do total), revela o último relatório do Observatório dos Medicamentos em Falta do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar) da Associação Nacional das Farmácias (ANF). Segundo o documento, a que o JN teve acesso, o problema afeta todo o tipo de medicamentos, de marca e genéricos, de várias especialidades.

A embalagem de 30 comprimidos de Aspirina GR 100 mg foi a campeã das faltas em setembro. Este analgésico e antipirético, muito prescrito também para prevenir doenças cardiovasculares, registou quase 488 mil faltas no mês passado. Há alternativa no mercado pelo que "não é dramático", assegura Luís Martins, diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga. O Bisoprolol e o Concor são outros medicamentos da área da Cardiologia no top 20 dos fármacos em falta no mês passado, mas também têm alternativa, realça o cardiologista.

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