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Quanto vale a minha casa? E a que quero comprar? Aplicação responde.

4 min. 31.10.2018

Sim, comprar casa é cada vez mais caro, mas as diferenças podem ser enormes. Conheça a aplicação do INE que ajuda a conhecer os preços praticados em sete grandes cidades.

Os preços das casas não param de subir, mas quais serão os valores praticados na minha rua e no meu bairro? Ou na rua e no bairro para onde gostava de ir morar? A resposta não parece fácil, mas o Instituto Nacional de Estatística (INE) tem uma aplicação (a partir de agora também para telemóvel) que dá a resposta quase rua a rua.

As últimas estatísticas, divulgadas esta terça-feira pelo INE, revelam, como seria de esperar, que Lisboa tem os preços mais caros do país e os valores continuam a disparar. Na capital, o valor mediano das vendas no segundo trimestre de 2018 chegou aos 2.753 euros por metro quadrado.

A aplicação "Preços da Habitação nas Cidades" vai, no entanto, mais longe, e permite perceber que há zonas onde os preços ultrapassam os 6 mil euros. Destaque, por exemplo, para os prédios à volta da Praça Luís de Camões e algumas ruas por perto, onde a mediana das vendas do último ano chegou aos 8.366 euros.

Numa altura em que os preços da habitação preocupam cada vez mais os portugueses, o diretor do gabinete de estudos territoriais do Instituto Nacional de Estatística adianta à TSF que o objetivo da aplicação é dar informação útil às famílias e às empresas com recurso à enorme base de dados de todas as vendas de imóveis registadas nas finanças que o INE passou a ter disponível.

Francisco Vala explica que quiseram dar "informação o mais pormenorizada possível", num "manancial de informação" que permitiu ir ao detalhe de quase quarteirão a quarteirão (naquilo a que o INE chama 'secções estatísticas' com uma média de 300 alojamentos). Em alternativa, o utilizador pode ainda selecionar quadrados de 500x500 metros desenhados no mapa.

Preços em sete grandes cidades

A aplicação está disponível para todo o território de sete concelhos, aqueles que correspondem a todas as cidades com mais de 100 mil habitantes: Lisboa, Porto, Amadora, Coimbra, Gaia e Funchal. Não está, no entanto, colocada de lado a hipótese de a alargar, no futuro, a mais municípios.

Os fatores que valorizam uma casa são vários e podem não depender apenas da localização, mas a localização costuma ser um ponto muito relevante, com Francisco Vala a destacar que é "informação de proximidade que ajuda as pessoas quando compram ou vendem casa".

A aplicação do INE pode ser encontrada aqui: Preços da Habitação nas Cidades. E o ficheiro que ajuda a perceber como consultar a informação aqui.​​​​​​​ (Ao longo da manhã, o site do INE - incluindo a página geral do Instituto - tem apresentado falhas, o que pode complicar momentaneamente os acessos).

A aplicação permite ver pequenos blocos de quarteirões ou agregá-los. Se fizermos esse exercício para, por exemplo, a Avenida da Liberdade e ruas adjacentes, em Lisboa, os preços medianos das 122 vendas feitas no último ano chegaram, na mediana, aos 6.214 euros por metro quadrado, mais do dobro dos 2.753 euros registados em toda a cidade. Outro caso: nos quarteirões do Chiado, também na capital, o valor mediano ronda os 5 mil euros.

No centro histórico do Porto, outra zona em que a TSF agregou vários blocos de prédios, o preço é bem mais baixo que no centro histórico de Lisboa, cerca de metade: pouco mais de 2 mil euros por metro quadrado, valor semelhante ao registado na Foz do Douro e um pouco maior que na Av. Marechal Gomes da Costa.

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