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Só um em cada quatro portugueses acredita ter dinheiro para a velhice

2 min. 01.11.2018

Os portugueses temem ter de enfrentar a velhice sem rendimentos capazes de lhes assegurar uma vida digna e com condições mínimas de conforto. Este é um dos resultados do relatório agora publicado pelo Eurofound 2018, uma estrutura da União Europeia, intitulado “Social Insecurities and resilience”, resultante de um inquérito feito em 2016 nos 28 Estados-membros. O objetivo consistia em avaliar os níveis de segurança percecionados pelos europeus em áreas tão diversas como a saúde, a velhice, o emprego, ou mesmo na sua vida quotidiana.

Os gregos são os mais preocupados com a velhice, logo seguidos de Espanha e Portugal, com os dois países ibéricos a apresentarem níveis de receio muito similares. Austríacos, suecos e dinamarqueses são os menos amedrontados, com uma taxa de preocupação a oscilar entre os 36% da Áustria e os 23% da Dinamarca. No topo da lista os números chegam a um máximo de 88%, para as mulheres gregas, e 75% para as espanholas e portuguesas, com 72% para os homens.

Há uma diferença de género no grau de receio em enfrentar a velhice sem rendimentos adequados. O estudo sublinha que as mulheres passam, em média, menos tempo empregadas que os homens, o que acaba por ter consequências nas pensões recebidas. O problema é, porém, geral, já que, diz o relatório, “há uma grande preocupação em muitos círculos políticos de que o crescimento da população idosa e os constrangimentos nas capacidades dos sistemas de pensões” possa resultar num crescente número de pessoas com baixos rendimentos após a reforma.

Há, em todo o caso, um problema que não pode ser ignorado no que respeita às mulheres. O relatório confirma que, na UE, “as mulheres têm mais tendência para estar preocupadas com o facto de os seus rendimentos após a reforma não serem suficientes”.

As diferenças de expectativas entre homens e mulheres são particularmente acentuadas em países como a Eslováquia, Bulgária, Suécia e Letónia, embora sejam igualmente elevadas na Dinamarca, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Finlândia, Eslovénia e Estónia.

O estudo revela, por fim, que apenas 1% dos europeus goza de elevados níveis de segurança em todos os itens considerados: pessoal, em casa, saúde, emprego, ou nos rendimentos na velhice.

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