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Portugal vai receber fundo para apoiar jovens e desempregados da Ricon

2 min. 05.11.2018

O Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização prepara-se para entregar 4,7 milhões de euros a Portugal tendo em vista a formação e integração no mercado de trabalho de 1460 jovens e antigos trabalhadores da indústria do vestuário.

 Segundo avança o Jornal Público, a candidatura portuguesa foi apresentada depois do despedimento de 1161 trabalhadores do grupo Ricon e da antiga Triumph. Destes, estima-se que 730 venham a participar nas ações financiadas pelo fundo, podendo ser ainda englobados os trabalhadores despedidos pela empresas que na data da candidatura tenham encontrado emprego ou não estavam disponíveis para trabalhar e que, entretanto, tenham voltado a ficar disponíveis.

Aproveitando a possibilidade de juntar ao projeto jovens afastados do mercado de trabalho e que não estão na escola ou em formação (os chamados NEET), serão também abrangidas 730 pessoas nestas circunstâncias e que foram sinalizadas previamente.

A intenção, diz ao PÚBLICO Paulo Feliciano, vice-presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional, é garantir que estas pessoas mantenham uma ligação com as empresas e dar-lhes formação que seja reconhecida formalmente. No caso das pessoas que têm menos do que o 9.º ano de escolaridade – e que são a maioria das desempregadas da Ricon e da Gramax, estão previsas formações de 900 horas, em que 600 horas decorrem em contexto de trabalho.

No final da formação, as empresas que contratem sem termo os formandos que acolheram podem ter um prémio de integração (7,5 vezes o indexante de apoios sociais, até ao limite de três remunerações), uma possibilidade que é nova.

Refira-se que o projeto terá um custo total de 7,7 milhões de euros (maior apoio de sempre concedido a Portugal), com mais de metade da verba a estar destinada a medidas de apoio à transição para o mercado de trabalho e ao empreendedorismo. O projeto prevê ainda a implementação de medidas de formação.

Para a candidatura ficar definitivamente selada falta apenas o aval do Conselho Europeu, com o IEFP a ter a intenção de arrancar com a intervenção antes do final do ano.

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