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Desempregado de Barcelos enganou centenas de pessoas no Facebook

2 min. 11.11.2018

Um homem, de 27 anos, residente em Barcelos, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por criar perfis falsos nas redes sociais, nos quais se fazia passar por mulher ou adolescente, para ganhar confiança com as vítimas, a quem pedia fotos e, posteriormente, fazia chantagem para não as divulgar.

Esta era, de resto, a prática diária deste desempregado, que, segundo relata o Jornal de Notícias, terá enganado centenas de vítimas. O jornal adianta que a PJ revelou que este era o modo de vida do indivíduo desde 2011 e que o caso estava a ser investigado pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria há dois anos.

O facto de esconder a verdadeira identidade tornou difícil a investigação, até que um organismo internacional conseguiu sinalizá-lo através da partilha de fotos e vídeos de cariz pornográfico. A PJ foi avisada, fez uma busca à casa do suspeito e vai agora continuar a reunir provas de forma a aferir a quantidade de vítimas e o valor que o indivíduo recebeu, através do material que armazenava em diversos suportes informáticos.

Segundo adianta o JN, o indivíduo enviava fotos de nudez (retiradas da Internet) e desafiava as vítimas a fazerem o mesmo. Caso elas enviassem fotos, ameaçava-as que as colocaria na Internet. Para evitar isso, exigia dinheiro ou o carregamento de cartões de telemóvel.

Ao mesmo tempo, usava os dados das vítimas para a partilha de fotos e vídeos pornográficos de menores, transformando-as em suspeitas.

Para as camadas mais jovens, segundo fonte da PJ, criava perfis apresentando-se como adolescente, com os quais conseguiu estabelecer amizade com rapazes e meninas, algumas com 10 e 12 anos, às quais convenceu a enviarem fotos de nudez. Depois, fazia chantagem, obrigando-as a enviarem mais fotos, que seriam partilhadas na Internet.

Indiciado pela prática de crimes de pornografia de menores e de extorsão, o suspeito já foi ouvido em primeiro interrogatório por um juiz de instrução criminal, que o constituiu arguido e mandou aguardar julgamento em liberdade, com a obrigatoriedade de se apresentar periodicamente no posto policial da sua área de residência.

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