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ASAE está a investigar o financiamento da greve dos enfermeiros

2 min. 09.02.2019

A ASAE já está a investigar a origem do financiamento da greve dos enfermeiros. A informação, é avançada pelo jornal Expresso e foi entretanto confirmada pelo inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Apesar de a lei sobre financiamento colaborativo ainda não estar totalmente regulamentada, Pedro Portugal Gaspar explica que "as circunstâncias atuais precipitaram uma avaliação prévia" às campanhas de recolha de fundos que estão ativas, entre elas a dos enfermeiros.

Os inspetores pretendem verificar as informações prestadas, os montantes das doações e eventuais regimes de incompatibilidade.

O inspetor-geral da ASAE garante que a iniciativa de investigar a origem dos financiamentos foi da ASAE e que não houve qualquer indicação do Governo nesse sentido.

Entretanto, os promotores da recolha de fundos em regime de crowdfunding - que pode ser traduzido por financiamento coletivo ou colaborativo - para a greve dos enfermeiros às cirurgias pediram às pessoas que contribuíram que se identifiquem.

Numa mensagem de correio electrónico para todos os que contribuíram para ao financiamento da greve, e a que a que a Renascença teve acesso, Nelson Cordeiro, um dos enfermeiros promotores da iniciativa, pede a todos os que contribuíram para "deixar de ser anónimo" e, com isso, provar que quem contribuiu para o financiamento da greve não eram "apoiantes anónimos que apenas querem destruir o SNS".

Recordo que depois de aprovada em conselho de ministros, foi publicada na passada sexta-feira em Diário da República a portaria que decreta com efeito imediato a requisição civil dos enfermeiros que aderiram à greve nos centros hospitalares onde não foram cumpridos os serviços mínimos.

No mesmo dia, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) anunciou que vai interpor uma providência cautelar para suspender a requisição civil, que produz efeitos até ao último dia do mês.

Os enfermeiros tinham já antes feito uma greve cirúrgica que se prolongou por 40 dias e levou ao cancelamento de mais de 7 mil cirurgias. Em ambos os casos, o impacto financeiro do protesto no bolso dos enfermeiros foi combatido através do apoio de uma plataforma de angariação de donativos anónimos.

A primeira campanha ultrapassou os 360 mil euros e a segunda soma mais de 420 mil euros angariados.

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