presidente-do-centro-de-bairro-julgada-por-desviar-dinheiro

Notícias

Presidente do Centro de Bairro julgada por desviar dinheiro

2 min. 02.03.2019

O processo tem cinco arguidos incluindo o ex-tesoureiro do Centro Social de Bairro, que é acusado de se ter apropriado de 1,7 milhões de euros da instituição.

Segundo o Diário de Notícias, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP), refere que a atual presidente, Ana Maria Silva, "estava acusada de ter determinado que a IPSS lhe abonasse mensalmente, para além do que lhe era devido, a quantia de 620 euros, que eram classificadas como 'horas', o que sucedeu de janeiro de 2010 a setembro de 2012, e de ter, juntamente com o tesoureiro, contraído empréstimo bancário em nome da IPSS, hipotecando o património imobiliário desta".

Já o ex-tesoureiro, José Augusto Silva, cunhado da presidente, é  suspeito de no período de 2008 a 2011 se ter apropriado da quantia apropriado de um milhão e 761 mil euros que colocou nas contas de empresas de que tinha a gerência. Somam-se a isso 7490 euros retirados em numerário da caixa".

O ex-tesoureiro, José Augusto Silva, cunhado da presidente, está pronunciado por factos mais graves, sendo suspeito de no período de 2008 a 2011 se ter apropriado da quantia de 1 761 383 euros, "pertença da IPSS, sendo 1 753 893 transferidos de contas da IPSS para contas de empresas de que tinha a gerência e 7490 retirados em numerário da caixa". Após estes factos, informa a PGDP, o tesoureiro "só depois de fazer passar os valores pelas contas das ditas sociedades" as "encaminhou para contas pessoais, suas e da mulher, assim pretendendo aparentar a licitude da sua origem".

Na acusação do Ministério Público, validada agora pelo tribunal, considera-se indiciado que "por força desta apropriação a IPSS deixou de efetuar os pagamentos devidos à Segurança Social e viu-se impossibilitada de apresentar candidaturas a fundos comunitários; e que para resolver este impedimento, o tesoureiro forjou um documento atestando que a IPSS tinha a situação contributiva regularizada, assim como forjou atas de assembleia geral, com a colaboração dos outros três arguidos, membros da referida mesa, para obter empréstimo junto de entidade bancária."

 

 

1 / 0
Pub - Ulahlah - 250-1

Diário

opiniao-publica

Tudo sobre Famalicão no seu e-mail

Subscreva a nossa newsletter
e acompanhe a atualidade famalicense.