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CHMA: deputado interpela Governo sobre as dividas e enfermeiros

3 min. 27.05.2019

O deputado famalicense Jorge Paulo Oliveira interpelou o Governo sobre as dividas e o protesto dos enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Ave(CHMA).

O deputado do PSD à Assembleia da república diz que, desde que o atual Governo tomou posse, a divida a fornecedores do CHMA, que integra os Hospitais de Famalicão e de Santo Tirso,” mais do que duplicou e as dividas em atraso, ou seja, vencidas há mais de 90 dias, cresceram 163%”.

Segundo o social democrata, os dados disponíveis no Portal da Transparência do Serviço Nacional de Saúde, permite verificar que a divida total a fornecedores passou de 4,6 milhões de euros, em dezembro de 2015, para 9,8 milhões de euros em março de 2019, ou seja, teve um crescimento de 112%.

Por seu turno. o montante das dividas em atraso, ou seja, vencidas há mais de 90 dias, a esses mesmos fornecedores, passou dos 2,6 milhões de euros em dezembro de 2015, para os 6,8 milhões de euros em março de 2019, o que representa um crescimento na ordem dos 163%.

Jorge Paulo Oliveira, na interpelação escrita dirigida à ministra da Saúde, lembra ainda que, recentemente, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), alertou que o CHMA continua "sem fundos próprios adequados" ao normal desenvolvimento das suas atividades, que "os compromissos assumidos ultrapassam os fundos disponíveis" e que se verifica um "desequilíbrio patrimonial decorrente do aumento das dívidas a fornecedores e do subfinanciamento", uma situação que considera “totalmente inaceitável”, porquanto, “o fenómeno dos pagamentos em atraso degrada a qualidade do serviço prestado pelas duas unidades do Centro Hospitalar”.

Neste contexto, o deputado do PSD solicitou a Marta Temido que explicite a forma como pensa “reduzir drasticamente os pagamentos em atraso e o montante da divida aos fornecedores” no CHMA. 

Entretanto, na sequência da recusa de 60 enfermeiros do CHMA em prestarem  trabalho extraordinário, entre outras medidas, como forma de protesto à alegada “discriminação” que dizem estarem a ser vítimas por parte do Conselho de Administração relativamente a questões de progressão na carreira, Jorge Paulo Oliveira, quer também que Marta Temido informe “quais as medidas que o Governo prevê implementar de imediato, para assegurar a qualidade dos cuidados de saúde à população e para superar as dificuldades em diversos serviços, incluindo o da urgência do Hospital de Famalicão”, consequência da referida recusa na prestação do horas extras.

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