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Revolução de Abril celebrada com recados em todas as direções

3 min. 25.04.2018

Esta manhã, dia 25 de Abril, celebrou-se em Famalicão os 44 anos da Revolução dos Cravos com a habitual sessão solene da Assembleia Municipal. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, foi quem abriu as intervenções e alertou para um crescente afastamento do Estado em relação aos cidadãos.

Para o edil, “ao longo dos anos os sucessivos governos se têm afastado cada vez mais dos governados. A instância nacional da governação está cada vez mais ausente, demitindo-se das suas funções”. Mas para Paulo Cunha estão em causa três áreas fulcrais, onde mais se nota esse afastamento das populações: a área social, a cultura e o desporto.

Neste sentido aproveitou para lançar uma crítica ao Governo referindo que o município famalicense que não tem tido qualquer apoio do Estado português para o desenvolvimento destas áreas no concelho. “No caso concreto de Famalicão o apoio para a cultura é zero, o que acontece infelizmente na esmagadora maioria dos concelhos do país onde não há investimento na área”, sublinhou.

Considerando a área social como a mais preocupante, o autarca afirmou que ao longo dos anos, “o governo se afasta cada vez mais da intervenção social nas populações, afasta-se da dimensão assistencialista, não apresentando soluções para os problemas atuais”.

Mas o discurso de Paulo Cunha não foi só dirigido aos governantes, mas também aos governados. Para o autarca, quarenta e quatro anos após o 25 de Abril, as pessoas acomodaram-se e não reclamam o que é seu por direito. “Será que hoje 44 anos depois da revolução, a nossa sociedade está focada, está concentrada ou está distraída?”. Mas deixou a resposta: “lamentavelmente a sociedade está distraída. Hoje vivemos num contexto de liberdade, com uma democracia assente em partidos políticos, uma sociedade civil que tem instrumentos para ser atuante, com a possibilidade de intervenção cívica, e que, no entanto, se acomoda”.

Perante o salão nobre totalmente lotado, intervieram também diversos representantes partidários com assento na Assembleia Municipal. À esquerda lembraram-se os valores de Abril e os avanços conseguidos ao longo dos anos, sendo que o Partido Socialista não resistiu a mandar recados ao executivo camarário. Aqui destaque para a intervenção de Artur Lopes que lembrou a tão defendida regionalização que se vem prometendo há 44 anos.

Da parte da direita, tanto do CDS como do PSD foram deixadas inúmeras criticas ao Governo socialista, lembrando diversas medidas que urgem.

A fechar a sessão, o presidente da Assembleia Municipal alinhou pelo mesmo tom de Paulo Cunha, alertando para os perigos do afastamento do Estado das necessidades e dos direitos fundamentais das pessoas, como o direito ao acesso às melhores condições de Saúde, Educação e Habitação.

Nuno Melo defendeu que a liberdade dum país se nota pela relação do Governo com as pessoas e, neste sentido, sensibilizou para a obrigação dos cidadãos em lutarem pelos seus direitos, salvaguardando os valores de Abril.

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