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Famalicão ganha Ensino Superior Público Politécnico

2 min. 18.05.2018

O Instituto Politécnico de Bragança está a trazer o ensino superior público para Famalicão e disponibiliza, já a partir do próximo ano letivo, cinco Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) nas áreas de Comunicação Digital, Administração e Negócios, Tecnologia Alimentar, Análise Químicas e Biológicas, Automação, Robótica e Eletrónica Industrial.

A chegada do ensino superior público representa para o presidente da Câmara Municipal “um marco histórico para o concelho” mas, refere, “mais importante do que isso é a resposta que vai ser criada para os nossos jovens e para as nossas empresas, dado o elevado nível de empregabilidade destes cursos, o alinhamento com as carências das empresas em matéria de quadros superiores e com as vias profissionais com forte presença em Famalicão.”

A presença do IPB em Famalicão tornou-se possível mediante protocolo aprovado na última reunião do executivo municipal entre a autarquia e esta instituição, em articulação com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), dada a convergência de interesses em contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e socioeconómico da região do Ave.

Os CTESP são cursos superiores de curta duração que visam conferir qualificação do nível cinco de acordo com o Quadro Nacional de Qualificações (QNQ). Um CTESP tem 120 créditos e a duração de quatro semestres, sendo o último em contexto de trabalho. Os titulares de um diploma podem prosseguir os estudos de Licenciatura, através de concurso especial de acesso. Parte da formação efetuada no CTESP será creditada na futura Licenciatura.

Podem concorrer aos CTESP os titulares de um curso secundário ou de habilitação legalmente equivalente, quem tenha sido aprovado nas provas especialmente adequadas para maiores de 23 anos, titulares de um diploma de especialização tecnológica ou de técnico superior profissional ou titulares de um grau de ensino superior que pretendam a sua requalificação profissional.

A frequência nos cursos tem uma propina anual de 420 euros, podendo ser pagas em 10 prestações de 42 euros. Os estudantes carenciados podem candidatar-se a bolsas de estudo de apoio social.

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