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Cultura

Marcelo inaugura Centro Português do Surrealismo em Famalicão

3 min. 23.05.2018

Uma colagem com a imagem do General De Gaulle com intenções claramente provocatórias da autoria de Mário Cesariny, uma escultura com caixa de vidro que representa o “Mar Português” de Cruzeiro Seixas ou ainda “O Tríptico A Vida”, de António Carneiro, são três exemplos das mais de três mil obras ligadas ao surrealismo português que integram a coleção da Fundação Cupertino de Miranda, que a partir do dia 1 de junho vão estar patentes ao público de uma forma rotativa no Centro Português do Surrealismo (CPS) que vai ser inaugurado pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“A qualidade, a diversidade e os atributos da coleção” que reúne 130 artistas do movimento surrealista, entre os quais Mário Cesariny e Artur Cruzeiro Seixas, justificaram, desde a primeira hora, a criação deste novo espaço “mais amplo e com excelentes condições de visita”, explica o diretor da Fundação Cupertino de Miranda, António Gonçalves.

O CPS vai integrar uma sala de exposições com cerca de 400 metros quadrados, afirmando-se como “um espaço cultural único na região”, como refere o responsável. Para António Gonçalves, a nova estrutura pretende ser “não só um depósito, mas um centro ativo de estudo e investigação do surrealismo”.

Para além da mostra das obras e objetos pertencentes à coleção da Fundação Cupertino de Miranda, a sala de exposições, que ocupará todo o primeiro piso, contemplará também um espaço para a apresentação de exposições nacionais e internacionais. A primeira que inaugurará o espaço é “O Surrealismo na Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian”, que possibilitará revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista desta coleção e regressar ao acontecimento plástico desse período.

Para António Gonçalves trata-se de “uma excelente coleção constituída por 67 obras e que “representa um estímulo à investigação e compreensão, quer de atitudes, quer de pensamentos, levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade”. Paralelamente à exposição será lançado um catálogo mais exaustivo sobre a coleção.

Da autoria do arquiteto João Mendes Ribeiro, o CPS nasce da adaptação do emblemático edifício da Fundação Cupertino de Miranda, que foi desenhado nos anos 50, verdadeiro ex-libris do espaço citadino. Para o arquiteto o projeto constituiu “um enorme desafio pela ligação entre o passado e o futuro”, mas também “pelo tema da contemporaneidade”.

A principal transformação face ao desenho atual é a passagem do espaço museológico, bem como da oferta formativa, para os primeiros andares do edifício - atualmente localiza-se na torre que compõe o espaço - colocando-o na "linha da frente" de forma a "promover o contacto com a comunidade".

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