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Desporto

Miguel Ribeiro: “não nos propor ao licenciamento da UEFA é um absurdo"

4 min. 10.05.2019

Consumada a subida à I Liga, é chegada a altura de preparar a próxima temporada. Apesar de alimentar ainda a secreta esperança de terminar a II Liga com o estatuto de campeão, o FC Famalicão já está a planear a época, que ficará marcada pelo regresso do clube ao escalão máximo do futebol português.

A pasta de todo este projeto voltará a estar nas mãos de Miguel Ribeiro. Em entrevista ao programa Entrelinhas, da TSF, o diretor geral da SAD projetou algumas mudanças inerentes à mudança de escalão.

“A subida da II para a I Liga cria sempre alguns constrangimentos. Os objetivos, a dimensão do campeonato e o próprio jogo obrigam a mudanças, mas acredito que daremos uma resposta positiva em tempo útil”, alertou, confessando a necessidade de fazer reajustes “nas áreas administrativa e comercial” face aos novos desafios que se vão colocar ao clube.   

A equipa famalicense vai competir noutro patamar e, para isso, terá, forçosamente, de dotar-se de mais condições. “O estádio será requalificado para cumprir os regulamentos da Liga. Sabemos que será uma mais-valia, mas até ficar concluído teremos de fazer o caminho das pedras”, frisou Miguel Ribeiro, desvendando que “o rebaixamento de dois metros e meio do estádio e a anulação da pista serão algumas das intervenções previstas”.

A fervilhar na mente dos adeptos está já a constituição do plantel e a escolha do treinador que terá a missão de orientar o FC Famalicão no ano de retorno à elite. Sem querer adiantar muitos pormenores em relação à planificação da temporada que se avizinha, o dirigente reconhece, porém, a qualidade que a equipa tem exibido desde a alteração no comando técnico.

“O Carlos Pinto fez um trajeto absolutamente fantástico. Nesta reta final, fomos claramente um caso à parte na II Liga, pois apresentamos uma dinâmica ofensiva muito interessante e isso proporcionou grandes espetáculos de futebol”, atirou.

Quer seja ou não com Carlos Pinto, certo é que o clube vai entrar em 2019/2020 com muita ambição. Na festa da subida soltaram-se alguns desejos de lutar pelos lugares de acesso à Liga Europa. Algo que estará devidamente acautelado pela estrutura liderada por Miguel Ribeiro.

“A UEFA ou a FPF até podem chumbar o nosso licenciamento, mas não nos propor a isso é um absurdo intolerável do ponto de vista de futebol profissional”, disparou, considerando “inadmissível” ver um objetivo alcançado dentro das quatro linhas ser inviabilizado na secretaria.

De resto, os casos mais recentes ocorridos no futebol português ajudam a comprovar a importância das receitas oriundas das campanhas europeias.

“Dado não ter feito o processo de licenciamento, o Desportivo das Aves viu serem-lhe quartadas receitas na ordem dos cinco milhões de euros. A Liga Europa proporciona receitas brutais aos clubes e, por isso, julgo inadmissível quando alguma equipa se recusa a receber valores desta ordem”, insistiu.

À garantia de que o clube vai apresentar o processo de licenciamento na UEFA, Miguel Ribeiro despediu-se com uma mensagem à massa associativa: “desejo que deem crédito a quem dirige a operação. Nesse sentido, podem estar sossegados, pois iremos estar fortes na próxima época”, rematou.

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