padre-e-freiras-de-requiao-acusados-de-crimes-de-escravidao

Notícias

Padre e freiras de Requião acusados de crimes de escravidão

2 min. 29.05.2019

O padre e as três alegadas freiras da Fraternidade Missionária Cristo Jovem, em Famalicão, foram acusados pelo Ministério Público de nove crimes de escravidão, escreve hoje o jornal Público. O caso remonta a 2015.

Segundo o jornal, as jovens que faziam parte daquilo que se pensava ser o convento de Requião, sofriam “várias agressões físicas, injúrias, pressões psicológicas, tratamentos humilhantes [e] castigos”, descreve o Ministério Público (MP). A acusação descreve igualmente situações de "trabalhos pesados, escassez de alimentação, negação de cuidados médicos e medicamentosos e restringimento da liberdade".

Detalha a acusação que os arguidos impuseram às jovens ofendidas jornadas de trabalho que chegavam a atingir 20 horas e infligiam-lhes castigos físicos como bofetadas e pancadas no corpo com objetos, caso não fizessem ou fizessem mal feito. Além disso, insultavam-nas e impuseram-lhes castigos como a privação de alimentação e de banho ou a obrigação de dormir no chão. “Controlaram os contactos que mantinham com o exterior e privaram-nas de informação, de contactos com familiares e, até, da documentação pessoal”, acrescenta a nota da procuradoria.

O padre Joaquim Malheiro, de 87 anos, e três mulheres que eram consideradas freiras, mas que efetivamente não o são, assim como a IPSS Fraternidade Missionária Cristo Jovem estão, assim, acusados de nove crimes de escravidão.

Recorde-se que o caso foi despoletado em novembro de 2015, quando a Polícia Judiciária fez buscas na Fraternidade Missionária Cristo Jovem e deteve o padre que dirigia a instituição e três fundadoras.

1 / 0
Pub - Ulahlah - 250-1

Diário

opiniao-publica

Tudo sobre Famalicão no seu e-mail

Subscreva a nossa newsletter
e acompanhe a atualidade famalicense.