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ESPECIAL: DIA DOS AVÓS

5 min. 19.07.2019

Guardiões do passado e um importante elo de ligação entre o passado e o presente, assim se caracterizam os avós, cujo dia é celebrado, em Portugal, já no próximo dia 26 de julho. A madura idade dos avós pode considerar-se importantíssima para relação com os netos. Com a sua convivência, é mais fácil para as crianças entenderem a relação entre os familiares e as próprias diferenças de gerações no seio familiar. Mas não só. É cada vez menor o tempo que os pais dispõem para dedicar aos filhos, com horários prolongados e o esforço que dia a dia implica. Embora as creches representem um importante meio para a socialização e desenvolvimento dos mais novos, a influência dos avós é relevante. Ainda assim, a relação inversa é igualmente essencial. A presença de crianças na terceira idade permite aos avós passarem tempo de qualidade com os seus netos e aprender novas coisas. O facto de terem a oportunidade de participar na educação dos mais novos é muito benéfico, até porque muitas vezes, os avós já não exercem atividades profissionais. Cuidar das crianças é visto como um desafio aceite de bom grado, numa altura da vida em que o tempo, paciência e disponibilidade permitem dar especial atenção aos novos membros da família.

 

65 anos? E então?

         Quem nunca ouviu da rainha Isabel II que, para além de ser a Chefe de Estado há mais tempo no cargo, é também a mais recente influencer já que, aos 92 anos, fez a sua primeira publicação no Instagram?

         De facto, são vários os exemplos que comprovam que o provérbio “a velhice imprime mais rugas no espírito que no rosto”, está a ficar desatualizado.

         O envelhecimento é um processo contínuo que se estende ao longo de todo o ciclo de vida sendo, portanto, inevitável. A forma como perspetivamos o envelhecimento é uma escolha. Com o aumento da longevidade da população, o paradigma do envelhecimento ativo tem que ser uma realidade. Ou seja, o envelhecimento pode ser experienciado de forma positiva, apostando-se na inclusão progressiva dos idosos na sociedade, possibilitando-se, assim, uma vida saudável, independente e com qualidade. De facto, vai-se verificando que uma percentagem significa de pessoas com 65 anos e mais, continuam a ser ativos, envolvendo-se em atividades de âmbito social, na prática regular da atividade física, integrando as Universidades Séniores. Outros ainda desempenham ativamente o papel de avós.

         Os avós têm um papel de grande revelo no desenvolvimento dos netos, nomeadamente, na formação da sua personalidade. Mas será que os avós “estragam” os netos? Alguns estudos sobre as interações entre avós e netos indicam que as crianças dos 4 aos 5 anos consideram que os avós são aqueles que lhes satisfazem todas as vontades! É verdade que os avós são mais tolerantes e flexíveis do que os pais no exercício da autoridade e têm a capacidade de ter sempre tempo para contar histórias, fazer caminhadas ou jogos ao ar livre.

         A casa dos avós é também um ponto de encontro para a família, um espaço que inspira o diálogo e a aprendizagem, que possibilita a transmissão da história e valores da família, a partilha de conhecimentos e a troca de afetos.

         Se a terceira idade corresponde a esta geração de avós ativos, enérgicos e presentes, será que não vale a pena lá chegarmos?

 Alexandra Machado

Psicóloga, com especialidade em Educação, pela Ordem dos Psicólogos Portugueses

 

Desta forma, neste OPINIÃO ESPECIAL, traremos algumas instituições que prestam serviços e atividades para que a ocupação do tempo, na terceira idade seja mais fácil, assim como a prestação de cuidados que com o passar dos anos poderão ser necessários. Consulte em https://issuu.com/opiniaopublica/docs/opiniao_publica_1419

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