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Tranquilidade em Famalicão ao segundo dia de greve

2 min. 13.08.2019

Segundo o mapa disponibilizado na plataforma “Já Não Dá Para Abastecer” da VOST (Voluntários Digitais Em Situações de Emergências para Portugal) e partilhado por vários sites de informação, a maior parte das bombas no concelho de Famalicão ainda têm combustível e não apresentam afluência anormal.

Para já todos os motoristas de matérias perigosas estão a trabalhar no segundo dia de greve e o primeiro em que funciona a requisição civil decretada ontem pelo Governo, garantiu o representante sindical destes trabalhadores.

"Estão 100% dos trabalhadores a trabalhar", afirmou o porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, em Aveiras de Cima, Lisboa, à porta da sede da CLC - Companhia Logística de Combustíveis.

O Governo decretou ontem uma requisição civil dos motoristas em greve para assegurar o abastecimento da Rede de Emergência, aeroportos, postos servidos pela refinaria de Sines e unidades autónomas de gás natural.

A decisão foi tomada em Conselho de Ministros, realizado à tarde, depois de os serviços mínimos terem deixado de ser cumpridos.

Pardal Henriques alega que todos os serviços mínimos foram garantidos ao longo do primeiro dia de greve e considera que esta decisão "foi uma manifestação de força" por parte do Governo. "As greves só existem como e quando o Governo quer", atirou.

"Neste momento, o que se passa é uma greve de zelo e o Governo é conivente", referiu Pardal Henriques, explicando que os motoristas não irão fazer horas extraordinárias, estando a cumprir as oito horas regulamentares de trabalho.

Ainda assim, Pardal Henriques considera que, "aos poucos, os postos de abastecimento vão ficar vazios". Apesar de "esta manhã estar tudo a correr com normalidade", os militares da GNR continuam a escoltar os camiões-cisterna que saem dos vários locais para abastecer os postos, disse à Lusa uma fonte daquela instituição.

Os motoristas cumprem esta terça-feira o segundo dia de uma greve marcada por tempo indeterminado e com o objetivo de reivindicar junto da ANTRAM o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

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