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Relação mantém prisão preventiva a mãe famalicense que agrediu bebé

3 min. 26.08.2019

O bebé tinha poucos meses quando foi internado devido a várias hemorragias no cérebro que terão sido causadas por pelos fortes abanões dados pela mãe que também lhe bateu nos cuidados intensivos.

A mulher, de 29 anos, costureira, residente em Famalicão, foi detida a 29 de novembro do ano passado, depois de o seu filho recém-nascido ter recebido alta do Hospital de São João. A mulher tinha entrado na zona dos cuidados intensivos, onde o filho se encontrava a receber cuidados médicos, e, perante o choro da criança, começou a dar-lhe palmadas no rabo com tal violência que o bebé até bateu com a cabeça nos braços de uma cadeira. O caso é relatado na edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias a propósito da recente decisão do Tribunal da Relação do Porto em manter esta mulher em prisão preventiva.

O jornal cita o que se passou com base na acusação do Ministério Público, que procura condenar esta mãe por dois casos de violência doméstica agravada.

O bebé nasceu em setembro do ano passado sem qualquer problema de saúde ou má formação e desde então permaneceu ao cuidado quase exclusivo da mãe, já que o pai trabalhava durante todo o dia e à noite precisava de descansar. Quando a criança tinha um mês, teve de ser levada pela mãe ao Centro de Saúde de Famalicão, onde lhe diagnosticaram uma gastroenterite, e foi a partir desta data que começaram os maus-tratos: “Após tal data, no interior da residência, sempre que o menor chorava de forma inconsolável e prolongada, a arguida pegava nele ao colo e abanava-o, de forma violenta, o que sucedeu por várias vezes”, relata o MP ao explicar que este comportamento abusivo acabou por causar hemorragias intercranianas na criança, de tal forma que até eram visíveis nos seus olhos.

Onze dias após a visita ao Centro de Saúde o bebé começou a vomitar e a mãe levou-o ao Hospital de Famalicão. Foram-lhe detetadas hemorragias internas e o bebé foi enviado para os cuidados intensivos, onde a mãe o terá novamente agredido, dando-lhe, segundo a acusação, violentas palmadas nas nádegas. da criança que, entretanto, foi colocada ao cuidado de uma família de acolhimento.

A mulher em questão mantém-se assim em prisão preventiva, aguardando julgamento, enquanto o pai, contaram vizinhos do casal ao JN, se mudou para o Algarve. Já foi confirmado que nada sabia sobre os maus-tratos e os próprios vizinhos também dizem só ter sabido quando a mulher foi detida.

 

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