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Seis anos de prisão para homem que tentou matar mulher em Pedome

3 min. 01.11.2019

O Tribunal Judicial de Guimarães condenou ontem, 31 de outubro, a 6 anos e 5 meses de prisão um homem que agrediu e tentou matar por asfixia uma mulher num bar na freguesia de Pedome.

Em causa estaria uma paixão não correspondida.

Em resultado das agressões, a vítima, de 38 anos, ficou cega e sofreu perda parcial grave da audição, ficando com incapacidade física permanente.

Segundo a sentença, o arguido, de 43 anos, terá ainda de pagar 50 mil euros à vítima a título de danos não patrimoniais e o montante que vier a ser liquidado em decisão ulterior quanto aos custos de um aparelho auricular e do pagamento do salário a uma empregada.

Tudo aconteceu a 3 de julho de 2018, num café explorado pela vítima e onde o arguido trabalhava aos fins-de-semana. Apesar das tentativas, a vítima nunca terá aceitado qualquer relacionamento com o arguido.

No dia dos factos, numa altura em que estava sozinho com a vítima, o arguido decidiu matá-la, tendo-lhe desferido uma “violenta pancada” num ouvido com uma garrafa, seguindo-se um “violento murro” num olho. Terá agredido ainda a vítima com um manípulo da máquina do café, atirou-a ao chão e tentou asfixiá-la, com um saco plástico, uma corda e um pau.

Foi quando a vítima fingiu estar morta que o arguido desistiu das agressões. Para além disso o homem terá tirado 200 euros que a vítima tinha no bolso, levado um telemóvel e ainda 80 euros que havia na caixa, abandonando o espaço, trancando todas as portas.

No julgamento, o arguido alegou que apenas se quis defender de um “ataque de fúria” da vítima, negando qualquer intenção de matar. Uma versão que não colheu junto do coletivo de juízes, que o condenou por homicídio qualificado na forma tentada e um crime de furto qualificado.

O acórdão sublinha o grau de ilicitude muito elevado, o grau intenso de culpa e a falta de arrependimento genuíno por parte do arguido.

Entretanto o advogado do arguido já anunciou que vai recorrer da sentença. “Discordamos da apreciação dos factos pelo tribunal e vamos recorrer, mas, tendo em conta os factos dados como provados, saudamos o equilíbrio da condenação, demonstrando que este coletivo de juízes não embarcou no populismo reinante na justiça e na política, não condenando para além da culpa para agradar à população e aos sensacionalistas”, referiu o advogado Pedro Carvalho.

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