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António Costa no Citeve elogia readaptação das empresas à pandemia

4 min. 27.03.2020

O primeiro-ministro, António Costa, visitou, esta sexta-feira o Citeve – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, em Famalicão, com o objetivo de “dar visibilidade à capacidade de iniciativa e voluntarismo de organizações que adaptaram a sua atividade à produção de bens essenciais ao combate à pandemia covid-19, nomeadamente ventiladores e equipamentos têxteis hospitalares”.

O Citeve está a criar uma espécie de "manual de instruções" para as empresas que agora decidiram dedicar-se ao fabrico de equipamentos de proteção individual, por causa da pandemia da Covid-19.

Na visita, esteve também o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que, aproveitando este exemplo dado pelo Citeve, sublinhou que a indústria têxtil e do vestuário portuguesa "tem capacidade" para responder às necessidades daqueles equipamentos.

"Temos a expetativa de que muito rapidamente as nossas empresas do setor têxtil e vestuário estarão a responder às necessidades do país", referiu Siza Vieira, sublinhando que o Estado "espera comprar" às empresas nacionais.

Já o responsável do Citeve, Braz Costa, admitiu que a produção nacional daqueles equipamentos poderá arrancar já na próxima semana.

Uma produção que, defendeu, "tem de ser cada vez mais profissional", para que os equipamentos de efetiva proteção em vez de constituírem um perigo para a saúde de quem os utiliza.

Além disso, sublinhou que esta pode ser uma nova fileira para as empresas nacionais.

Braz Costa entende ainda que "Portugal pode ser o país melhor colocado para o desenvolvimento do conceito de moda de proteção individual".

Também o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que a Europa vai ter de "reinventar" a sua organização produtiva para assegurar uma cadeia de fornecimento mais curta, mais próxima e mais segura.

Como exemplo, o Primeiro-ministro apontou a chegada, hoje mesmo, a Portugal de quatro milhões de máscaras e centenas de milhares de equipamentos de proteção individual fabricados na China, para dizer que “não é possível estarmos nesta dependência”.

Foto: Hugo Delgado, Lusa

DECLARAÇÃO DE PEDRO SIZA VIEIRA

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