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Limite para aulas presenciais é 4 de maio

4 min. 04.04.2020

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu, esta sexta-feira, que existe o risco de ocorrer uma "segunda onda" e que esta primeira luta contra a Covid-19 é um "túnel com dois ou três meses".

"Vamos continuar a ter todos os dias cada vez mais pessoas infetadas e mais pessoas a falecer. Depois, vai começar a descer. Vai haver uma luz ao fundo do túnel", admitiu o primeiro-ministro, em entrevista à Rádio Renascença, avisando, contudo, que se trata de um "túnel com dois ou três meses".

Daí a resistência inicial a convocar o primeiro período de estado de emergência, apesar das pressões de Belém, explicou. "Tinha consciência que isto não ia durar 15 dias, que isto ia ser uma longuíssima maratona e não uma estafeta de 100 ou 200 metros", afirmou António Costa.

E foi aí que o primeiro-ministro admitiu que existe o risco de uma segunda onda.

Durante esse "túnel de dois ou três meses", a prioridade do Governo, além da saúde pública, é "proteger as pessoas, os empregos, os rendimentos o mais possível, fechar as lojas esperar que as empresas não tenham grandes prejuízos"

"Temos que agir de uma forma solidária. O esforço tem que ser partilhado e tem que ser de todos", sustentou António Costa, defendendo que todo o "enorme esforço de recuperação" que o país conseguiu nos últimos tempos tem que ser "congelado" para dentro "de dois ou três meses recomeçar o mais próximo possível da situação em que estávamos".

O recomeço, que Costa já disse que terá que ser "gradual", que está a ser pensado mais no imediato é o das escolas. "A data limite para que o calendário escolar possa ser cumprido com a maior regularidade possível é o ensino presencial recomeçar a 4 de maio", vincou, reafirmando que a decisão será tomada no próximo dia 9.

Caso não seja possível, caso o Estado tenha que partir para o ensino digital, ou seja, à distância, o primeiro-ministro considera essencial que seja "complementado através da televisão". "Essa é uma das formas de se combater as desigualdades", afirmou António Costa.

António Costa disse que, no que diz respeito às desigualdades, também "não pode esquecer as pessoas que estão a perder uma grande parte dos seus rendimentos".

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