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Novos desenvolvimentos no caso "beija-cruz" de Vermoim

3 min. 13.04.2020

Depois de todas as diretrizes da Direção Geral de Saúde para que, nesta Páscoa, todos ficassem em casa e depois da Arquidiocese proibir todo o tipo de visitas pascais, alguns moradores da Freguesia de Vermoim decidiram levar a cabo celebrações de Páscoa. 

O vídeo mostra sete pessoas reunidas, em plena rua, a beijar a cruz pascal. Uma mulher segura na cruz, enquanto todos os outros a beijam, em sítios diferentes. No fim, celebram a ressurreição de cristo com petiscos e champanhe.  

Ao que a FAMA conseguiu apurar junto dos intervenientes, todos eles pertencem à Freguesia de Vermoim e moram inclusive na mesma rua onde decorrem os festejos, em casas paralelas. O que era previsto serem celebrações recatadas entre eles, tornou-se num vídeo viral nas redes sociais poucas horas mais tarde. As imagens foram captadas e publicadas por um dos indivíduos presente nos festejos, sem sequer prever as repercussões do ato em si. 

À FAMA foi ainda esclarecido que se tratam de duas famílias vizinhas e amigas que, mesmo durante o isolamento social, têm convivido entre si em variadas situações, nomeadamente para se ajudarem no que toca a saírem de casa o menos possível para espaços públicos, como por exemplo a ida aos supermercados.  Os intervenientes salvaguardam a sua posição com base nessa premissa e acrescentam que mais niguém foi chamado para as celebrações.

Ao falar com a pessoa que se mostra no vídeo a dar a cruz a beijar aos restantes, conseguimos apurar que os responsáveis já se foram identificar às autoridades locais, logo que se aperceberam que os seus atos poderiam ser punidos. Neste momento, ainda não se sabe se os responsáveis vão ser responsabilizados judicialmente, mas o feedback, aquando da visita às autoridades, é que "à partida não terão problemas, nem serão responsabilizados por nada", disseram.

 Em conversa telefónica, a mesma pessoa desmente ainda qualquer notícia que anuncie qualquer busca da GNR, uma vez que eles próprios foram ter com as autoridades de imediato.

De referir ainda que, inicialmente, os intervenientes estavam interessados em prestar declarações, através de um video, acerca do sucedido de forma a limpar a sua imagem e dar a sua visão sobre o acontecimento. Porém, rapidamente mudaram de ideias e preferiram "tentar deixar cair o assunto em esquecimento", referiram na chamada telefónica.

A par disso, também o presidente da Junta de Freguesia de Vermoim, Manuel Carvalho, recebeu um telefonema da mesma pessoa, responsabilizando-se pelo sucedido. 

Em declarações à FAMA, Manuel Carvalho afirma "na qualidade de presidente da freguesia entristeço-me com isto e reprovo completamente o que se passou". O presidente  lamenta que os habitantes tenham ignorado todos os avisos da DGS e se tenham colocado a eles próprios, e aos outros, em risco, ignorando a gravidade dos seus atos.  Por último, acrescenta ainda que todos eles devem ser responsabilizados pelos seus atos.

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