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Riopele combate a Covid-19 com fabrico de máscaras e batas

5 min. 16.04.2020

A têxtil Riopele, de Pousada de Saramagos, integra um consórcio de cinco empresas do setor que decidiram colocar os seus recursos ao serviço do fabrico de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), concretamente máscaras e batas.  

A iniciativa surge de um desafio lançado pela Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC), às empresas deste setor para que, aproveitando a sua capacidade instalada, dessem resposta à emergência nacional de saúde pública, fruto do surto de Covid-19.

A seguir para o mercado estão já milhares de máscaras e outros EPI, muitos dos quias foram também entregues a hospitais e outras instituições que estão na linha da frente do combate à pandemia. Para tal, o consórcio – que além da Riopele integra as empresas Polopique, Calvelex, Lameirinho, e Paulo de Oliveira – criou um fundo de 500 mil euros para a compra de matéria prima, sendo que a têxtil famalicense contribuiu com 100 mil euros e ainda com a oferta de tecido para o fabrico das máscaras.

“A Riopele, e todo o grupo, entrou nisto, não para fazer negócio, mas para ajudar socialmente e tentar chegar o mais rapidamente possível com as máscaras à população, contribuindo para mitigar a escassez deste produto no mercado nacional. Não poderíamos ficar indiferentes a este drama”, referiu à FamaTV, José Alexandre Oliveira, presidente do Conselho de Administração da Riopele.

 

Esta semana a Direção Geral da Saúde aconselhou o uso generalizado de máscaras pela população, sobretudo em locais fechados, como idas aos supermercados, algo que José Alexandre Oliveira previa que ia acontecer. “É um objeto que vai andar connosco ainda por muito tempo”, afirma, o que fez com que o consórcio das cinco empresas aproveitasse o facto de já trabalharem há ano e meio em conjunto, nalguns projetos e negócios, para meter mãos à obra e responder a este desafio nacional.

Neste momento, avança em grande escala a produção das chamadas máscaras urbanas ou sociais, destinadas às pessoas em geral que já estão a ser distribuídas, aos milhares, no mercado. Num gesto solidário, a Riopele distribuiu também, esta semana, 2.500 máscaras pelos seus trabalhadores, duas por cada funcionário.

As máscaras de proteção são produzidas com tecidos fabricados pela Riopele que incorporam já uma forte componente antibacteriana e elevado grau de tecnicidade, fruto da inovação tecnológica que esta têxtil vem aplicando desde há sete anos nos seus tecidos. “Posso dizer que estávamos bem preparados para fazer este género de artigo, porque no fundo era algo que já fazíamos e foi apenas necessário proceder a pequenas readaptações na nossa cadeia produtiva”, explica o empresário.

Os EPI fabricados pelo consórcio já chegaram também a vários hospitais do país, incluído ao Centro Hospitalar do Médio Ave, para onde foram doadas várias batas.

Além do mercado nacional, o consórcio está a exportar estes equipamentos de proteção para Inglaterra, Escócia, Irlanda e França. 

Ouça a entrevista a José Alexandre Oliveira

 

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