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Covid 19 está a afetar saúde mental de mais de 80% de portugueses

3 min. 20.04.2020

Cerca de 82 por cento dos portugueses sente que o coronavírus está a ter algum efeito negativo na sua saúde mental. A conclusão provém do questionário “Opinião Social” do Barómetro Covid-19 da Escola Nacional de Saúde Pública que recolheu 160.157 respostas entre 21 de março e 10 de abril.

Além destes dados, o questionário fez perceber ainda que um quarto do inquiridos afirma sentir-se ansioso, em baixo, ou triste “todos os dias” ou “quase todos os dias”. Desses, a maioria são mulheres e pessoas em teletrabalho. Os investigadores apontam como possível explicação para este fenómeno o facto de as mulheres em teletrabalho poderem estar a sentir dificuldades em gerir a sua atividade profissional em simultâneo com a vida pessoal e familiar.

Ainda de acordo com o estudo, quase um terço das pessoas reportou distúrbios de sono; um quarto diz sentir que não consegue fazer tudo o que precisava de fazer; e 23% confessa estar sempre a pensar na Covid-19.

À “Lusa“, Sónia Dias, coordenadora científica do estudo, explica que “os idosos quem se sente, com menor frequência, agitado, ansioso ou triste quando comparados com a população entre os 26 e os 65 anos”.

Os investigadores alertam ainda para um possível aumento do consumo de comida calórica, tabaco e álcool. “Uma percentagem de participantes, que nos chama a atenção, revela que aumentaram os comportamentos prejudiciais à sua saúde, dado que 16% admite comer mais doces, gorduras ou comidas mais calóricas e 8% reconhece estar a fumar mais ou a beber mais álcool”, explica Sónia Dias.

Quem está a adotar este tipo de comportamentos reporta sentir-se ansioso com mais frequência. De acordo com o questionário, as mulheres são quem mais consome alimentos hipercalóricos. 

Para lidar melhor com a situação em que o País está mergulhado, 80% dos inquiridos afirma a importância do contacto com os familiares e amigos, mesmo que à distância. Mais de metade procura manter rotinas e aproveita o tempo para pôr em prática os seus hobbies favoritos. Cerca de 45% diz limitar ao máximo a quantidade de informação que lê sobre o vírus.

“Os nossos resultados mostram que é essencial que se divulguem, de forma clara e simples, estratégias de promoção de comportamentos saudáveis, do bem-estar e da qualidade de vida, nomeadamente na área da alimentação saudável e promoção da atividade física”, defende a investigadora.

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