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Os bancos vão lucrar com a crise? Santander Totta diz que não

3 min. 21.04.2020

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já havia anunciado a disponibilidade dos bancos e a sua "grande mobilização no sentido de ajudar a economia", assim como o desejo de os ver "retribuir aos portugueses" o apoio financeiro prestado no passado. 

Já o primeiro ministro, António Costa, afirmou que os bancos têm uma “função de responsabilidade social muito grande que têm que assumir”. 

Contudo, os moldes em que a referida ajuda aos portugueses virá, ainda não se encontram, por completo, definidos. 

No parlamento, o presidente do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, em audição perante os deputados das comissões de economia e orçamento, disse hoje que os bancos não vão lucrar com a crise e estimou que terão de criar dois a seis mil milhões de euros de provisões para fazer face a crédito malparado. "Os bancos, e falo acima de tudo pelo Santander, não vão lucrar com esta crise, pelo contrário. Serão dos setores mais afetados desta crise, a banca é um setor pró-cíclico, portanto, as suas receitas vão cair bastante com esta recessão e as suas provisões irão aumentar de forma significativa". 

O responsável estimou mesmo que nos próximos anos os bancos portugueses vão ter de constituir provisões entre dois e seis mil milhões de euros, para fazer face a crédito malparado, isto considerando que em tempos de crise o custo de crédito ronda entre 1% e 3% da carteira de crédito. 

Pedro Castro e Almeida disse ainda que - além de disponibilizar linhas de crédito com garantia de Estado e as moratórias dos créditos - o Santander Totta concedeu em março mais de 500 milhões de euros em financiamento à economia (excluindo linhas covid-19) e que manteve os limites de crédito não utilizados aos clientes e ao mesmo preço, estimando esse valor em 6.000 milhões de euros. 

Quanto à dificuldade das empresas em acederem aos apoios públicos disponibilizados através do Estado, Pedro Castro e Almeida disse que as empresas que estão a ter dificuldades em aceder a liquidez urgente são de dois grupos: microempresas (caso de cafés, devido à dificuldade em entregarem a documentação devida por não estarem habituadas) e empresas com crédito vencido ou com dívidas ao fisco e à Segurança Social (neste caso não podem aceder nem às moratórias nem às linhas de crédito garantidas, por decisão do Governo). 

Para avaliar a concessão de crédito, o banco salvaguardou que não exige mais documentos às empresas do que os pedidos pelas sociedades de garantia mútua (responsáveis por aprovar a garantia de Estado aos créditos). 

 

 

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