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Citeve já certificou cinco empresas que produzem máscaras comunitárias

3 min. 23.04.2020

Citeve certificou, esta quarta feira, as máscaras comunitárias reutilizáveis produzidas por cinco empresas, mas já recebeu cerca de 800 amostras de produtos, materiais ou matérias-primas para certificação. As empresas certificadas são a Adalberto Pinto da Silva, QuotidiandivertisyDaily Day StudiosDigit All e Location Available, Lda. Até ao momento, já produziram e venderam centenas de máscaras que são essencialmente dirigidas ao cidadão comum ou para profissionais de áreas com atendimento ao público. 

Tal como o Citeve anuncia no seu site, a Daily Day Studios, a Digit All e a Location Available comercializam máscaras de uso geral, de nível 3, ou seja, com uma capacidade de retenção de partículas, mínima, de 70%. Já a Adalberto e a Quotidiandiversity têm aprovadas máscaras de nível 2, ou seja, destinadas a serem usadas por profissionais que, não sendo da saúde, estão expostos ao contacto com um elevado número de indivíduos e que asseguram, por isso, uma capacidade de filtragem mínima de 90%. 

Apesar da produção destas máscaras comunitárias reutilizáveis ter muita procura, as empresas não conseguem, para já, fazer face a todos os negócios perdidos até ao momento. Apesar do mercado nacional ser o primeiro destinatário, já existem muitos compradores europeus à espera que as máscaras portuguesas saiam para o mercado exterior. 

No caso espeficico da Daily Day,  o responsável Filipe Prata, em entrevista ao Dinheiro Vivo, afirma que se estão a "produzir alguns milhares de unidades". "Agora é o tempo de otimizar os processos industriais, mas queremos levantar o lay off o quanto antes. Temos uma equipa que está connosco há muitos anos, já viveu outras crises, mas é muito angustiante ter esse carimbo do lay off”, explica o responsável da empresa de Paços de Ferreira, que ainda aguarda a certificação de mais quatro modelos. 

Para a Estamparia Adalberto, em Santo Tirso, o desenvolvimento das máscaras resultou de uma parceria com uma Universidade do Minho e uma série de laboratórios portugueses e holandeses, para lhes conferir um "conjunto de acabamentos funcionais, designadamente ao nível antimicrobiano e de retenção de bactérias e vírus, em conjunto com um gestor de humidade e anti-odor, como os que são utilizados nos equipamentos desportivos", detalha o Dinheiro Vivo. 

Também esta última se encontra numa fase complicada, com cerca de 30% dos seus trabalhadores em lay off. 

“A procura é muito grande, temos já envolvidas cerca de 500 pessoas e vamos ter que duplicar. Para a semana contamos produzir 500 mil unidades, mas a ideia é passar para esse número mínimo diário a partir da segunda semana de maio”, explica Susana Serrano, CEO da Estamparia Adalberto, ao Dinheiro Vivo. 

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