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Vítimas de violência doméstica pediram ajuda via sms

3 min. 27.04.2020

A ideia partiu da Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade. A funcionar desde o dia 27 de março, 113 vítimas de violência doméstica enviaram SMS a pedir ajuda.

Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, explica que sempre que necessário a polícia intervém, mas os contactos têm objetivos diferentes: "Uns são pedidos de informação, outros pedidos de apoio imediato e direto, outros de esclarecimentos, de encaminhamento para a rede de apoio que existe no país e com estruturas de atendimento ou de acolhimento de emergência por exemplo. E são também pedidos de apoio mais imediato que a equipa de apoio de atendimento posteriormente entra em contacto com as forças de segurança".

Rosa Monteiro sublinha que o monitorização das várias estruturas a nível nacional revelou que enquanto o serviço de SMS cresceu a procura de ajuda por outros meios diminuiu: "Terá muito a ver com a circunstância de os agressores neste momento e com as medidas de confinamento sentirem que têm mais controlo da situação e controlo sobre a vítima, o que desencadeia menos situações de violência ou de agressão".

O que irá mudar assim que as vítimas possam retomar parte do seu quotidiano.

"A partir do momento em que as medidas de confinamento possam ser atenuadas e as mulheres tenham mais autonomia e retoma da sua vida norma, mais longe da capacidade total de controlo que os agressores têm sobre elas, o desencadear de situações irá explodir".

O governo já está a trabalhar para a fase em que as medidas de confinamento vão ser mais leves, a Rede Nacional de Apoio às vítimas de violência doméstica foi reforçada com 100 camas e quem procura apoio psicológico pode recorrer à rede do Programa Nacional de Saúde Mental.

No último mês foram criadas novas estruturas de emergência para vítimas de para vítimas de violência doméstica, incluindo um centro temporário de acolhimento da APAV. Desde o dia 6 de abril, quase 40 mulheres recorreram a esta ajuda, revela à TSF Daniel Cotrim, responsável pelo centro da associação de apoio à vítimas.

Das 36 muheres vítimas de violência doméstica acolhidas pela APAV, muitas chegaram com os filhos. Daniel Cotrim considera que o país está a viver uma tranquilidade aparente no que diz respeito à violência doméstica.

"Neste tipo de situações, aquilo que acontece é que é uma situação muito mais violenta que leva as mulheres a uma situação de pedir e de terem necessidade de acolhimento, mas, obviamente, continuamos a achar que isto é apenas uma ponta do icebergue", sustenta.

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