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Pandemia de Covid-19 faz cair a criminalidade em 50%

3 min. 29.04.2020

A criminalidade caiu ,em Portugal, para metade desde que começou a pandemia de covid-19. A informação consta no relatório do segundo período do estado de emergência, entregue na Assembleia da República, no qual a PSP indica que 7.852 crimes entre 13 de março e 17 de abril, menos 50% do que em igual período de 2019, quando ocorreram 17.458. 

Também o número de detenções diminuiu significativamente, em 60,4%. Quanto os crimes que mais desceram salienta-se o furto por carteirista, em quase 92%, fruto do confinamento, assim como a condução por excesso de álcool, em 83%. Também houve um decréscimo no furto de veículos motorizados, em 58%. 

Apesar destes resultados positivos, outros crimes registram um aumento, tais como a desobediência, em 94,3%, burla com fraude bancária, em quase 68% e outro tipo de roubos em 110%. 

Os dados mostram também que as detenções feitas pela Polícia de Segurança Pública baixaram 60,4% no mesmo período, passando das 2.780 em 2019 para as 1.104 este ano. 

No relatório, no qual o Governo dá conta de forma pormenorizada das medidas adotadas durante o estado de emergência, a PSP refere que “há um interesse redobrado no acompanhamento de alguns crimes em concreto”, designadamente a violência doméstica e a burla. 

Segundo a PSP, foram registados, entre 13 de março e 17 de abril, 1.105 crimes de violência doméstica, menos 34,7% em relação ao mesmo período do ano passando, quando foram feitas 1.692 denúncias. 

Também o número de detidos por violência doméstica desceu, registando-se menos 27, passando dos 88 para os 61. 

A PSP refere que nos crimes contra o património em geral, que integra as burlas, constata-se uma diminuição de 16%, salientando que ocorreu um “incremento substancial das burlas com fraude bancária” e um ligeiro acréscimo do número de denúncias de burla informática e nas comunicações. 

Durante as reuniões da Estrutura de Monitorização do Estado de Emergência, a GNR chamou atenção para as dificuldades na comunicação das listas disponibilizadas pelas autoridades de saúde de pessoas sujeitas a confinamento domiciliário obrigatório, referindo que “não foram recebidas todas as listas”. 

Também a PSP indica que “44,5% das identificações constantes nas listagens estão incompletas, inibindo-se assim a prossecução das medidas de vigilância ativas”. 

Compete à PSP e à GNR fiscalizar as pessoas que estão em confinamento domiciliário obrigatório, recorrendo em crime de desobediência se saírem à rua. 

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