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Covid-19: sem medidas de confinamento, taxa de mortalidade subia 25%

2 min. 05.05.2020

Portugal teria registado mais mortes e mais internamentos entre 1 e 15 de abril se não houvesse medidas de contenção e mitigação, conclui o barómetro semanal da Escola Nacional de Saúde Pública, hoje divulgado.

Naquele período registaram-se, segundo os peritos da Escola da Universidade Nova de Lisboa, em documento enviado à Lusa, “442 óbitos por covid-19, menos 25% do previsto no mesmo período, sem as medidas de contenção e mitigação”.

A descida é ainda mais significativa no caso dos doentes em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI): “Menos 53% do que seria de esperar”.

E os 1158 internados em hospitais representaram “menos 12% do que previsto”, referem.

Os casos notificados durante o mesmo período ficaram 23% abaixo dos quase 25 mil esperados, sem medidas de contenção e mitigação, acrescentam.

Os resultados observados “sugerem que as medidas de confinamento e isolamento social foram e estão a ser efetivas na redução da mortalidade e dos casos graves de covid-29”, observam os especialistas da Escola Nacional de Saúde Pública.

“Portugal atuou cedo”, voltaram a constatar, sublinhando que a população “aderiu de forma rápida e efetiva às medidas de contenção e mitigação decretadas pelo Governo, reduzindo a sua mobilidade efetiva para uma grande parte das atividades da vida diária, incluindo retalho e lazer (-83%), parques e afins (-80%) e transportes (-79%)”. O que não aconteceu em Itália nem no Reino Unido, comparam.

“Sugerimos que as medidas de contenção e mitigação adotadas pelas autoridades estarão a ser efetivas na redução da mortalidade e dos casos graves de covid-19, aqueles que requerem de internamento em UCI e mesmo no número de novos casos”, conclui-se no documento.

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