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Por falta de apoios, restauração pode reabrir e fechar logo a seguir

2 min. 06.05.2020

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) está preocupada com a reabertura de restaurantes e hotéis, temendo que as empresas abram portas e fechem passados alguns dias, disse hoje Ana Jacinto, secretária-geral da entidade.

Durante um ‘webinar’ organizado pelo NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, a dirigente associativa mostrou-se preocupada com a situação dos estabelecimentos, que não estão a receber apoios com a rapidez necessária e enfrentam uma atividade a 50%, a partir do dia 18 de maio, num contexto de dificuldades financeiras para os consumidores, devido à pandemia de covid-19. 

“Tememos que muitas empresas abram portas e decorridos alguns dias não consigam ter atividade para cobrir os custos”, referiu Ana Jacinto, recordando que o setor vai reabrir com “uma capacidade reduzida a 50%” e que muitas das medidas de apoio ainda não chegaram às empresas, que não estão já a conseguir pagar salários, por atrasos, por exemplo, na aprovação do ‘lay-off’.

Além disso, advertiu, muitos negócios “ainda não receberam qualquer apoio”, nomeadamente das linhas de crédito.

“Muitos destes processos que dão entrada na banca não são aprovados e as respostas às microempresas são preocupantes, com ‘spreads’ elevados” e obstáculos nos prazos, bem como o pedido de garantias, referiu. 

A dirigente associativa recordou que os estabelecimentos de restauração e hotelaria já têm regras sanitárias muito mais apertadas do que outros setores. “O que pedimos é só que intensifiquem”, por exemplo na desinfeção de zonas sanitárias e utensílios.

Ana Jacinto sublinhou ainda que as moratórias e diferimentos vão começar agora a ser abandonadas e isso implica um aumento de encargos para estes negócios, nomeadamente com as rendas.

“Isto é curto porque o dinheiro não está a chegar às empresas e cerca de 20% acha que não tem condições nenhumas para reabrir”, adiantou, remetendo para dados publicados hoje pela AHRESP.

Um inquérito da associação aponta para que 60% das empresas estimem zero vendas no mês de maio e 27% admitem mesmo avançar para a insolvência, alertou a AHRESP, lembrando que cerca de 70% das empresas assumem que não vão conseguir pagar salários este mês, caso o apoio do 'lay-off' não chegue a tempo.

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