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Missas e confissões regressam com limitações, máscaras e desinfetante

3 min. 08.05.2020

Fiéis com máscara, pias sem água benta, desinfetante à entrada das igrejas, lugares limitados e espaçados de acordo com as regras de distanciamento social.

Esta vai a ser a nova realidade nas igrejas portuguesas, a partir do momento em seja retomada, de forma gradual, a celebração das missas comunitárias, já a partir do próximo dia 30.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em articulação com as autoridades de saúde, tem estado a preparar um dossiê com as orientações a dar às dioceses, para o regresso às celebrações comunitárias e aos restantes sacramentos seja feito em segurança e de acordo com as exigências sanitárias impostas pela pandemia de covid-19.

O documento, que foi enviado a todos os bispos diocesanos para análise e emissão de parecer, deverá ficar concluído e tornado público hoje, e, segundo apurou o JN, contém essencialmente orientações liturgias e pastorais, mas também diretrizes para os sacerdotes lidarem com esta fase progressiva de desconfinamento.

Os paramentos usados nas celebrações, por exemplo, vão ter regras de higienização mais apertadas, os sacerdotes poderão ter de desinfetar as mãos antes de iniciar a missa e a comunhão, o mesmo acontecendo aos fiéis, antes e depois de entrarem nas igrejas, que terão lotação reduzida e controlada. A distribuição dos crentes pelos bancos obedecerá às normas de distanciamento social, devendo fazer-se banco sim, banco não.

Tal como está determinado para a convivência em espaços fechados, os fiéis vão ter de usar máscara, assim como o padre, quando se tratarem de confissões. Embora a Conferência Episcopal Portuguesa tenha aconselhado a que os batizados sejam adiados para mais tarde, poderá ser possível realizá-los, mas com novas normas de higiene e segurança, como a não utilização de água da pia batismal e a incineração do material usado na unção, depois de cada utilização.

Numa primeira fase, a presença dos grupos corais nas missas também deverá ser desaconselhada, assim como a distribuição de folhas com os cantos ou as leituras, ou qualquer outro objeto de papel. E para o ofertório, em vez de se fazer passando o saco ou o pequeno cesto pelos fiéis durante a celebração, os donativos devem passar a ser feitos à saída da igreja.

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