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PJ: Valentina terá sido morta em casa e não foi um acidente

2 min. 10.05.2020

Em conferência de imprensa, a Polícia Judiciária (PJ) existir "fortes indícios" de crime de homicídio e ocultação de cadáver da menina de nove anos, desaparecida em Peniche, por parte do pai e da madrasta da menor. "Nas entrevistas e inquirições às pessoas, fizemos a correlação entre os dados e consoante o que tínhamos em cima de mesa, colocámos todas as hipóteses, até encontramos indícios de condutas criminosas", disse o coordenador da PJ de Leiria, Fernando Jordão.

Aos jornalistas, a PJ referiu ainda que Valentina terá morrido em casa na passada quarta-feira e que não terá sido um acidente. "Questões internas do funcionamento da família terão levado a este desfecho", esclareceu o coordenador da PJ, que este domingo à tarde continua a realizar perícias no local onde o corpo da criança de nove anos foi encontrado.

Na conferência de imprensa, Fernando Jordão explicou que não havia nenhuma sinalização de maus-tratos pelas autoridades competentes.

Valentina estaria a passar uns dias em casa do pai, em Atouguia da Baleia, Peniche. Na habitação residiam o pai, Sandro Bernardo, e a madrasta da criança, Márcia, ambos com cerca de 30 anos, e mais três menores (um com menos de um ano e outros dois com 11 e 12 anos). A PJ não revela, para já, a causa da morte.

A menina, que estava desaparecida desde quinta-feira de manhã em Peniche, foi encontrada morta este domingo de manhã, num descampado perto de um eucaliptal. O corpo estava tapado entre arbustos. O pai e madrasta foram detidos ainda durante esta manhã. Ambos estão indiciados pelos mesmos crimes, onde se inclui homicídio e ocultação de cadáver. Não há mais suspeitos.

 

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