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Centros comerciais querem reabertura já a 18 de maio e não em junho

4 min. 14.05.2020

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) quer que a totalidade das lojas nos shoppings reabram já a 18 de maio e não apenas a 1 de junho com previsto no cronograma de abertura faseada da economia anunciado pelo Governo.

APCC já entregou à Direção-Geral de Saúde um guia de boas práticas a ser implementado pelos espaços comerciais responsáveis por mais de 100 mil postos de trabalho. Centros terão um número de visitantes em simultâneo limitado, com os visitantes a permanecer no espaço o tempo estritamente necessário para a realização das suas compras, sendo exigido o uso de máscaras são algumas das medidas propostas.

“É importante que o Governo tenha em conta que as atividades que se mantêm impedidas de funcionar, nomeadamente as atividades do sector não alimentar e restauração para consumo de refeições no interior dos Centros Comerciais, são responsáveis por uma percentagem significativa das lojas dos Centros Comerciais e, por isso, têm um peso determinante na retoma da economia. Ora, sendo estes espaços supervisionados em permanência por equipas especializadas para garantir o cumprimento das normas de segurança, higienização, controlo da lotação e distanciamento social, consideramos que existe fundamento para os lojistas serem autorizados a abrir também quando as mesmas atividades fora dos Centros Comerciais vão retomar o seu funcionamento, já no início da próxima semana”, refere António Sampaio de Mattos, Presidente da APCC, citado em nota de imprensa.

As primeiras lojas (até 200 m2) começaram a reabrir a 8 de maio, estando previsto que na próxima segunda-feira reabram as lojas até 400 m2, café e restaurantes. Lojas com maior dimensão e a totalidade dos espaços dos centros comerciais está apenas prevista para 1 de junho, de acordo com a evolução da pandemia do covid-19, determinou o Governo quando anunciou o cronograma de reabertura da economia. Uma reabertura na segunda-feira que a APCC defende que deve incluir os centros comerciais, estes são responsáveis por mais de 100 mil postos de trabalho em Portugal, e “podem dar um contributo fundamental para a retoma da economia, pelo que é essencial o seu regresso ao normal funcionamento o mais brevemente possível”.

Durante o Estado de Emergência, os Centros Comerciais mantiveram-se em “funcionamento para garantir às populações o abastecimento de bens de primeira necessidade e os serviços considerados essenciais pelo Governo, e continuam a fazê-lo também nesta primeira fase de retoma das atividades económicas.” Na Madeira os shoppings já reabriram a totalidade das lojas, mas em Portugal Continental está previsto só a 1 de junho. A APCC já entregou à DGS um guia de boas práticas que servirá de check-list aos gestores dos centros, apoiando-os no enquadramento dessas medidas nos seus planos de operação. “É importante os cidadãos terem confiança e tranquilidade absolutas no uso dos espaços, com a certeza de que são cumpridas todas as regras de segurança sanitária decorrentes da lei, as recomendações da Direção-Geral da Saúde e as melhores práticas promovidas pela indústria dos Centros Comerciais a nível global”, defende António Sampaio de Mattos.

O Guia Prático entregue à DGS prevê, entre outras medidas, que cada centro comercial só poderá ter uma ocupação máxima de cinco visitantes por cada 100 m2, devendo cada visitante ter um tempo mínimo de permanência no espaço, com obrigatoriedade do uso de máscara ou viseira no interior; os princípios de etiqueta respiratória e limpeza das mãos deverão ser respeitados e colaboradores, sendo ainda promovida a “desmobilização de aglomerados de pessoas que constituam grupos acima de 10 pessoas, exceto se fizerem parte da mesma família”.

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