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Educadoras e funcionárias das creches não podem ficar com os filhos

2 min. 16.05.2020

Na segunda-feira as creches reabrem depois de dois meses de portas fechadas por decisão do Governo como forma de tentar conter a disseminação do novo coronavírus, que já provocou mais de mil mortes em Portugal.

O Governo decidiu dar um período de 15 dias (entre 18 de março e 1 de junho) para que as famílias possam deixar as crianças nas creches no momento em que se sentirem mais seguras, tendo em conta a pandemia de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

No entanto, as educadoras e funcionárias com filhos pequenos poderão não ter esta oportunidade, já que "são trabalhadores do setor social, que são considerados essenciais", explicou o gabinete de imprensa do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em informação enviada à Lusa.

Estão assim obrigados a regressar ao trabalho mesmo os que têm crianças com menos de 12 anos.

"Sendo considerados de serviços essenciais, tal como os profissionais de saúde, poderão deixar os filhos nas escolas de referência que estão abertas para receber os filhos desses profissionais. Se os filhos estiverem em idade de creche, poderão frequentar as creches que vão reabrir", acrescentou a tutela.

Questionada pela Lusa, a presidente da Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Particular, Susana Batista, garantiu que as creches "estão a trabalhar para que isso não aconteça".

Susana Batista explicou à Lusa que nestes primeiros quinze dias são esperadas poucas crianças nas creches e, por isso, muitas creches vão conseguir abrir as portas recorrendo apenas aos trabalhadores que não têm filhos ou que têm filhos mais velhos.

"Estamos a jogar com tudo o que podemos para não obrigar as pessoas com filhos pequenos a ter de regressar, nos casos em que preferem ficar em casa", acrescentou.

A presidente da associação referiu que algumas creches já tiveram de encerrar por incapacidade financeira de se manterem em funcionamento depois da redução significativa de crianças provocada pelo impacto da pandemia de covid-19.

FOTO: LUSA

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