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Centros comerciais ficam de fora da segunda fase de desconfinamento

2 min. 16.05.2020

O calendário da segunda e terceira fases de desconfinamento, definido pelo Governo para a retoma da economia, está a provocar um autêntico ataque de nervos aos responsáveis dos centros comerciais e marcas, impedidos de retomarem a sua atividade antes de 1 de junho. A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) desdobrou-se, ao longo dos últimos quinze dias (desde a primeira fase de desconfinamento, a 4 de maio), em contactos e iniciativas que visavam sensibilizar o poder político para a necessidade de se antecipar para segunda-feira, dia 18, a reabertura de todas as lojas dos centros comerciais - uma campanha que, inclusive, incluiu o lançamento de um guia de boas práticas para assegurar as condições sanitárias e de segurança indispensáveis para clientes e colaboradores. 

O esforço, porém, revelou-se em vão, pois as conclusões positivas e otimistas do Governo, saídas do conselho de ministros desta sexta-feira em relação presente e ao futuro, não permitiram ir muito mais além do que já estava anunciado: a reabertura de lojas até 400 metros quadrados com porta para a rua; e a novidade surgiu, somente, com a autorização da reabertura de lojas de dimensão igual ou superior a 400 metros quadrados, dependente de autorização da respetiva câmara municipal (embora, nestes casos, possa apenas ser, para já, utilizada uma aérea útil até 400 metros quadrados). Os centros comerciais que, neste momento, têm abertas ao público as lojas que comercializam bens de primeira necessidade e serviços considerados essenciais pelo Governo (como hipermercados ou livrarias, entre outras), que nunca fecharam durante a pandemia ou reabriram a partir de 4 de maio, vão ter de esperar mais quinze dias.

 

 

Segundo estudos de consultoras internacionais, a suspensão das lojas dos centros comerciais irá refletir quebras na faturação na ordem dos 70%; a recuperação lenta do setor retalhista não alimentar será lenta e arrastar-se-á, pelo menos, até ao final de 2021.

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