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Regresso ao Pré-Escolar, pais dividem-se e muitos continuam receosos

3 min. 30.05.2020

As crianças em idade pré-escolar estão em casa desde 16 de março, quando o Governo suspendeu todas as atividades letivas presenciais, para conter a propagação do novo coronavírus, e os estabelecimentos de ensino, desde creches a universidades, encerraram.

Numa altura em que Portugal se prepara para entrar numa nova fase de desconfinamento, os jardins-de-infância vão juntar-se à lista de estabelecimentos de ensino abertos, uma lista que inclui já algumas instituições de ensino superior e, desde 18 de maio, creches e escolas secundárias.

Enquanto as instituições preparam o regresso, com uma nova dinâmica e organização que permitam respeitar todas as novas regras, os pais dividem-se entre aqueles que anseiam a reabertura e aqueles que se mantêm receosos.

"Nós continuamos a viver num momento de incertezas, não há nada garantido, mas, à partida, parece-nos que tudo aponta que [o regresso] seja positivo. Vamos continuar expectantes, mas com reservas", disse à Lusa o presidente Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), Rui Martins.

O representante dos pais acredita que as famílias que puderem continuar a trabalhar a partir de casa vão optar por manter os filhos também em casa, apesar de admitir que seria importante que pudessem regressar "o mais depressa possível, desde que as normas de segurança sejam garantidas".

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, tem a mesma perceção, mas acredita que o exemplo que tem vindo a ser dado pelas creches emite também um sinal de confiança para as famílias.

Nesta próxima fase, Jorge Ascenção acredita que serão mais as crianças a regressar à escola, em comparação com aquilo que foi observado há duas semanas, na reabertura das creches. "E mesmo ao nível das creches, é natural que haja mais crianças a voltar", acrescentou.

O presidente da Confap reconhece, ainda assim, que muitas famílias se sintam receosas e prefiram "esperar para ver como corre", e compreende, mas considera que também é importante "aprender a viver um uma situação que, não sendo a ideal, não se sabe até quando vai durar".

Jorge Ascenção vai mais longe e considera mesmo que, atualmente, as instituições são mais seguras do que espaços públicos, como praias ou jardins, por onde as famílias têm passado nos últimos dias.

 

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