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Com muitas precauções, Fátima recebe os primeiros peregrinos

4 min. 30.05.2020

As celebrações presenciais recomeçaram hoje no Santuário de Fátima, onde mais de um milhar de fiéis circulava pelo recinto, de máscara na cara e com a fé inabalável a acompanhá-los.

Vieram de vários locais do país e alguns fizeram o caminho a pé. Consigo transportaram a crença, a vontade de se reunirem de novo com Nossa Senhora de Fátima, de cumprirem promessas, dar graças e de receberem a paz e o conforto que procuravam.

 

Eram 11:00 em ponto, quando o padre Carlos Cabecinhas subiu ao altar do recinto da oração para celebrar a primeira missa presencial pós-confinamento.

Rapidamente as mais de mil pessoas presentes no Santuário se viraram para o altar e assistiram à celebração da missa, como se fosse uma primeira vez. Talvez, por isso, no final da celebração os fiéis aplaudiram entusiasticamente o momento.

“Hoje é um dia de alegria”, afirma o padre Carlos Cabecinhas, que alertou para os cuidados que se devem continuar a ter para evitar a propagação do novo coronavírus, perante os fiéis, uns ajoelhados outros sentados no chão ou apenas de pé.

Para o momento da comunhão, vários fiéis foram convidados a participar como ajudantes e oferecerem a hóstia na mão.

 

Em declarações aos jornalistas, Carlos Cabecinhas afiança que o retomar das celebrações garante todas as “condições de saúde e de segurança”.

“Determinámos percursos dentro dos espaços celebrativos e temos equipas acolhedoras nos espaços fechados. No espaço aberto, vamos ter uma trilha sonora chamando a atenção para uma série de normas e procedimentos de segurança. Fizemos a colocação de alguns painéis exteriores para quem acede ao Santuário ter a perceção de um conjunto de procedimentos que deve observar. Estamos confiantes de que é seguro vir ao Santuário e participar nas nossas celebrações”, sublinha o reitor do Santuário de Fátima.

Admitindo que este "será um ano com menos peregrinos", Carlos Cabecinhas constata que “vai demorar até se recuperar de novo aquilo que era o afluxo normal de peregrinos ao Santuário”.

“Há algum medo, não em relação a Fátima. É um medo genérico em relação àquilo que possa ser o espaço de contaminação com o novo coronavírus e demora algum tempo a recuperar essa confiança, mas penso que a pouco a pouco ela se vai recuperando. Mas, não tenho dúvidas de que este ano vai ser um ano com muito menos peregrinos em Fátima”, diz.

O padre acredita que, lentamente, seja possível recuperar a confiança dos peregrinos nacionais, mas “em relação aos grupos de estrangeiros será muito difícil”.

“Viagens e peregrinações foram canceladas. Reorganizar tudo para quem tem de vir em viagem de avião e de prever alojamento, vai ser um processo de retoma muito lento”, acrescenta.

“Para todas as igrejas cristãs, mas para o Santuário, que vive da presença dos peregrinos, este foi um tempo particularmente doloroso, por vermos este espaço vazio, sem peregrinos, mas também um grande estímulo, porque nos obrigou a sermos criativos e a procurar irmos ao encontro daqueles que não podiam vir até nós”, afirma Carlos Cabecinhas.

O padre admite que presidir a uma missa num espaço sem aglomerados de pessoas “é uma sensação de alguma estranheza”, mas que “se conjuga com a responsabilidade necessária”.

Explicando que nos espaços fechados estão assinalados os lugares onde é possível sentar com o devido distanciamento de segurança, o reitor diz que a preocupação que o Santuário tem transmitido se deve à “responsabilidade”.

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