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Vegetação na Devesa: PS fala em descuido e Câmara em proteção da fauna

3 min. 05.06.2020

O Partido Socialista de Famalicão veio, em comunicado, apelar ao presidente da Câmara, Paulo Cunha, que promova a renovação do Parque da Devesa e dos restantes espaços ajardinados do Concelho com a máxima celeridade possível.

Eduardo Oliveira, líder da Concelhia famalicense do PS diz que “dá voz pública ao que lhe tem sido transmitido por vários munícipes que usufruem de alguns espaços verdes do concelho” e apela que "a Câmara Municipal intervenha para a manutenção dos espaços com a dignidade que merecem para usufruto de todos". 

O comunicado surge depois da vereadora do PS, Célia Menezes, ter questionado Paulo Cunha sobre o assunto, na reunião do executivo camarário que decorreu ontem.

Na altura, o presidente da Câmara explicou que o Parque da Devesa “não é só o espaço pedonal, mas tem múltiplas dimensões, sendo uma delas a sua fauna e flora”. “O parque já tem uma fauna considerada rica e a vegetação ajuda a proteger essas espécies, pelo que o facto de não ser cortada não significa desleixo, mas é um ato propositado”, acrescentou.

O edil considerou que pode existir uma ou outra situação pontual “que necessite de ajustes” e que prometeu verificar, mas vincou que “a estratégia da gestão do parque passa, por um lado, por garantir as melhores condições a quem o frequenta, mas por outro, preservar e proteger a sua biodiversidade”.

 “Os parques mais desenvolvidos seguem esta estratégia”

 A FamaTV falou com a diretora do Parque da Devesa, Manuela Araújo, que explicou que a erva de prado de sequeiro, em certos sítios tem de cumprir o seu ciclo de vida para promover a biodiversidade”.

A responsável adiantou que nas zonas mais baixas do parque o prado é cortado para permitir que as pessoas usufruam desses espaços, mas nas zonas mais altas e inclinadas, normalmente isso só acontece duas vezes por ano (no inverno e no final do verão). O mesmo acontece nas margens do rio, onde a vegetação não é cortada.

“Há aves, anfíbios e mamíferos que dependem dessas plantas, por exemplo para se alimentarem ou construir abrigo”, sublinha Manuela Araújo, acrescentando que “os parques urbanos mais avançados do mundo seguem esta estratégia”.

A diretora lembra ainda que a Devesa “não é um jardim, mas um parque com todo um ecossistema que se quer equilibrado”.

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