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Sem explicações, centros dizem estar à beira da falência

3 min. 11.06.2020

Já havia uma petição pública online a circular, que chegou a atingir as 1181 assinaturas, para exigir a reabertura dos centros de explicações. O documento acabou por não chegar a ser entregue na Assembleia da República, uma vez que entretanto o Governo deu o aval para reabrirem portas. Só que os danos estão feitos.

"Temos várias unidades em situação de pré-falência. Tínhamos alunos a querer voltar e nós a não termos licença para reabrir", afiança ao JN Sandra Romão, que assume a direção da marca Ginásios da Educação Da Vinci, com 50 unidades em todo o país.

Leonor Sousa, proprietária do Centro de Estudos da Boavista, no Porto, foi a criadora da petição. Teve quebras de faturação "na ordem dos 80% ou 90%". Antes da pandemia, contava com "50 a 60 alunos"; com o encerramento, "houve pouca procura para explicações online". "Só agora é que os alunos estão a começar a pedir", diz. Com contas mensais fixas para pagar, a situação só não piorou mais porque chegou "a um acordo com o senhorio".

Muitos foram os proprietários de centros de explicações que procuraram, nos últimos meses, respostas junto do Governo sobre o porquê de não poderem reabrir uma vez que nos decretos-leis sobre o desconfinamento continuava a estar explícito que os negócios em questão tinham que permanecer encerrados.

"Nunca ninguém me deu uma explicação. Mesmo quando reabriram cabeleireiros e ginásios. Somos um serviço, numa loja com menos de 200 m2, com porta para a rua, por isso não se percebe porque não podíamos reabrir, com as regras aplicadas aos restantes serviços", sublinha Leonor Sousa. Mesmo agora, que já há luz verde para a reabertura, ainda não foram divulgadas orientações específicas da Direção-Geral da Saúde. E os proprietários desconhecem se elas vão existir.

Os centros de explicações têm, ainda, outra queixa: a perda de alunos para explicadores particulares. "Não nos preocupamos só connosco, mas com toda a gente do setor. Muitos dos nossos explicadores foram para lay-off e deixaram de poder dar explicações, mesmo online. Milhares de professores que estavam dependentes das explicações perderam a totalidade dos seus rendimentos para explicadores particulares, que dão as aulas em casa. É um negócio desleal", acusa Sandra Romão.

Com quebras, também, na ordem dos 80%, a Explicolândia, com seis unidades, no Centro e Sul do país, apostou no ensino online. "Criámos essa valência, que será para continuar, mas o modelo online não funciona bem para todos os alunos. Agora, mesmo reabrindo, não se vai conseguir, sequer, fazer uma boa preparação para os exames nacionais [que serão daqui a um mês]", reforça José Carlos Ramos, diretor de franchising da marca.

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