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Produção automóvel cai 51% em maio com impacto da covid-19 – ACAP

3 min. 15.06.2020

O setor automóvel produziu 15.965 veículos em maio, menos 50,6% do que em igual período do ano anterior, reflexo do impacto da pandemia de covid-19, segundo os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) hoje divulgados.

“Em maio de 2020, o setor automóvel ainda reflete as consequências da pandemia mundial covid-19 produzindo menos 50,6% que no mesmo período do ano anterior”, indicou, em comunicado, a ACAP.

Já nos primeiros cinco meses do ano, registou-se uma quebra de 39,2%, em comparação com o período homólogo, para 94.407 unidades fabricadas.

Por categoria, em maio, foram fabricados 13.094 ligeiros de passageiros, um retrocesso de 51,2% em comparação com o mesmo mês de 2019, enquanto no acumulado dos cinco meses foram produzidas 76.429 unidades, um decréscimo de 40,5%.

Em maio foram produzidos 2.620 comerciais ligeiros, o que traduziu uma desvalorização de 44,8%, enquanto nos primeiros cinco meses do ano a queda foi de 30,9% com 16.769 unidades fabricadas.

A categoria dos veículos pesados, por seu turno, foi a que registou uma maior queda em maio (65%), em comparação com o mesmo mês de 2019, para 251 unidades.

Por sua vez, nesta categoria, entre janeiro e maio, o decréscimo foi de 53,7% para 1.209 veículos.

No mês de referência foram montados 134 veículos automóveis pesados, uma descida de 63,4% face a igual mês do ano anterior.

No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, a montagem de veículos pesados apresentou uma queda de 81,9% face ao mesmo período do ano anterior para 315 veículos.

De acordo com a ACAP, em maio, “voltaram a ser exportados veículos pesados montados em Portugal”, nomeadamente, 122 unidades, ou seja, 91% do total.

“Sendo Portugal um país onde a indústria automóvel tem um peso muito importante, quer ao nível do emprego, do PIB e das exportações, representando 25% do total das exportações de bens transacionáveis, é urgente que o Governo português implemente um plano de incentivo à procura no nosso setor, como já fizeram os Governos francês, alemão e hoje mesmo o espanhol”, considerou a associação, precisando que este plano deve passar por um incentivo ao abate de veículos em fim de vida, renovando o parque automóvel.

Conforme avançou a ACAP, este programa levaria a uma poupança energética na ordem dos 3,2 milhões de litros de combustível por ano, o equivalente a 33.200 barris de petróleo, e a menos 10.800 toneladas de dióxido de carbono (CO2) emitidas anualmente.

Adicionalmente, a associação defende uma redução temporária da taxa do IVA na compra de automóveis.

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