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Transportes Públicos: Paulo Cunha acusa o Governo de discriminação

2 min. 03.07.2020

Existe em Portugal, uma discriminação evidente entre os territórios, no que diz respeito aos serviços de transporte público. Uma discriminação que resulta essencialmente da política nacional de financiamento aos transportes públicos e que cria diferenças abismais entre os territórios”. A afirmação foi feita pelo presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, aos jornalistas, esta quinta-feira, logo após a reunião do executivo municipal, depois de questionado pelo líder da oposição, Nuno Sá, sobre a escassez de resposta dos transportes públicos no concelho.

Paulo Cunha lembrou que o serviço de transportes público rodoviário é realizado por empresas privadas que gerem legitimamente a sua atividade em função da eficiência económica. Sem uma política nacional de apoio a este serviço, ao nível do que acontece nas Grandes áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, nunca haverá um serviço de qualidade que fomente realmente a utilização do transporte público, diz o autarca, entendendo que esse apoio, “nenhuma operadora poderá arriscar a colocar uma carreira sem ter a certeza que terá utilizadores ou financiamento publico para o custear e é normal que assim seja.

Neste âmbito, o edil criticou a forma como foi colocado em prática o chamado PART – Programa de apoio à redução tarifária – que beneficia apenas os concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, discriminando os restantes territórios nacionais, o que é injusto”.

“Faz sentido que as pessoas que vivem nos territórios das grandes áreas metropolitanas tenham melhores condições do que tem quem vive em Famalicão, Braga, Vila Verde ou Terras de Bouro?” questionou o edil famalicense, sublinhando que “há aqui claramente uma discriminação e enquanto isso não for resolvido é impossível que haja melhor transporte”.

Paulo Cunha recorda que a Câmara de Famalicão tem tentado apoiar as operadoras, nomeadamente, com o passe escolar e com o passe sénior. “Temos feito tudo o que está ao nosso alcance, mas os apoios têm que ser nacionais”, finalizou.

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