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OE: sem resposta eficaz à doença recuperação económica é mais lenta

2 min. 06.07.2020

A Ordem dos Enfermeiros (OE) apelou hoje ao Ministério da Saúde para um aumento da resposta do sistema de vigilância epidemiológica, com recurso aos enfermeiros especialistas em enfermagem comunitária e saúde pública, “atendendo ao seu perfil de competências”.

“Este reforço deve ser assente em recursos humanos científica e tecnicamente preparados, como são os cerca de 2.800 enfermeiros especialistas em enfermagem comunitária/saúde Pública, até aqui pouco aproveitados no esforço coletivo realizado, e desvalorizados pela tutela”, escreve a OE, que, já a 05 de Março, manifestara a sua disponibilidade para colaborar com as autoridades competentes de forma a garantir as respostas atempadas e adequadas à pandemia de covid-19.

De acordo com um comunicado da Ordem dos Enfermeiros, “esta necessidade é agora ainda mais premente face à situação que se vive na Área Metropolitana de Lisboa, bem como aos sucessivos surtos que têm vindo a ser detetados em diversos pontos do país na sequência do desconfinamento”.

Em Portugal existem 2.865 enfermeiros especialistas em enfermagem comunitária e saúde pública, sendo que, destes, 804 exercem funções em diferentes entidades da Região de Lisboa e Vale do Tejo, “podendo ser afetos à resposta ora necessária”.

“Estes Enfermeiros são, no presente contexto, um recurso inegável no SNS, representando uma mais-valia na implementação e gestão das medidas de vigilância e controlo necessárias”, defende a OE na carta ao Ministério, reiterando a sua disponibilidade para colaborar ativamente na proteção dos interesses da população e da Saúde Pública.

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