famalicao-assinala-150-anos-do-nascimento-de-julio-brandao

Cultura

Famalicão assinala 150 anos do nascimento de Júlio Brandão

3 min. 07.08.2019

Esta sexta-feira, 9 de agosto, passam exatamente 150 anos sobre a data do nascimento de Júlio Brandão, o poeta, cronista, comentador literário, dramaturgo, professor e jornalista famalicense, que se distinguiu pelo contributo que deu ao panorama literário nacional.

Nesse dia, pelas 9h30, o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, vai descerrar uma placa comemorativa do nascimento de Júlio Brandão, localizada na rua de Santo António, precisamente a rua onde o poeta nasceu. De seguida será depositada uma coroa de flores na glorieta dedicada a Júlio Brandão, na rotunda 1.º de Maio.

A efeméride será, entretanto, comemorada pelo município com um vasto programa evocativo com iniciativas de cariz cultural que pretendem valorizar a memória desta ilustre figura famalicense. Ainda para este ano, está prevista uma intervenção artística mural na Escola Básica Júlio Brandão e  uma exposição sobre a “Vida e Obra de Júlio Brandão”, que ficará patente na Biblioteca Municipal, assim como o lançamento de uma edição fac-similada da sua obra poética “O livro de Aglaïs”.

Para 2020, fica a realização de uma conferência nacional comemorativa e evocativa dos 150 anos do nascimento de Júlio Brandão e o lançamento do catálogo da exposição sobre “Vida e Obra de Júlio Brandão”.

Júlio de Sousa Brandão nasceu a 9 de agosto de 1869, num prédio (já demolido) da rua de Santo António. Em 1874, com 5 anos de idade, Júlio Brandão foi morar para o Porto com a sua família, embora nunca tenha perdido a ligação à sua terra natal. 

Da sua obra vasta, destaca-se “O Livro de Aglaïs”, uma obra poética que inclui uma carta-prefácio de Guerra Junqueiro. Alguns dos seus escritos encontram-se dispersos por diversas publicações periódicas portuenses e famalicenses, como as prestigiadas revistas “A Águia”, órgão do movimento de ação sociocultural autodenominado Renascença Portuguesa, e “Atlântida”. Dirigiu ainda, em parceria com Álvaro de Castelões, “A Revista Internacional: O Soneto neo-latino”, uma publicação periódica que contou com a colaboração de poetas nacionais e internacionais.

Júlio Brandão faleceu no dia 9 de abril de 1947, na sua casa do Porto e foi sepultado em jazigo particular no cemitério de Agramonte, também no Porto.

1 / 0
Pub - Ulahlah - 250-1

Diário

opiniao-publica

Tudo sobre Famalicão no seu e-mail

Subscreva a nossa newsletter
e acompanhe a atualidade famalicense.