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Economia

Têxtil preocupado com prolongamento da crise do coronavírus

2 min. 22.02.2020

Os setores têxtil, vestuário e calçado estão “preocupados” com o eventual impacto de um prolongamento da crise do coronavírus, admitindo que poderá levar a quebras no fornecimento de matérias-primas.

“Mais de 85% de toda a roupa consumida na Europa provém da Ásia, o que quer dizer que a Europa está refém da Ásia. Isto significa que a Europa tem que repensar a forma como se vai posicionar no futuro, porque qualquer coisa que acontece, neste caso na China, tem um efeito devastador na Europa e no mundo”, afirmou o presidente da Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC) em declarações à agência Lusa.

De acordo com César Araújo, o setor dispõe normalmente de ‘stocks’ de matérias-primas e acessórios para quatro semanas, pelo que, “se o impacto do coronavírus se prolongar no tempo, poderá ser dramático para as empresas de vestuário, mas também para outros setores”.

Também em declarações à Lusa, o presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) disse não ter ainda “conhecimento de empresas em rutura por falta de abastecimento que venha da China”, mas admitiu que tal poderá acontecer “se a situação se prolongar muito”.

“Já se começam a ouvir alguns comentários de que está a ser mais difícil encontrar este ou aquele material, mas felizmente existem ainda outras zonas produtoras de matérias-primas concorrentes da China”, disse Mário Jorge Machado.

Além deste problema ao nível da cadeia de abastecimento, o presidente da ANIVEC receia que um prolongamento da crise do coronavírus Covid-19 venha a prejudicar as encomendas feitas às empresas portuguesas, sobretudo no segmento dos produtos de luxo.

“Uma grande parte das cadeias de luxo, que são muitos dos nossos clientes, têm como maior mercado de vendas a China. Se eles encerram as suas lojas lá porque os trabalhadores estão em quarentena, é normal que não vendam e, ao não venderem, reduzam as encomendas”, disse.

 

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